A escalada da tensão envolvendo o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, ganhou novos capítulos neste fim de semana. A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, anunciou apoio à estratégia militar dos Estados Unidos no Caribe e declarou que, em caso de ataque venezuelano à Guiana, seu governo permitirá que forças americanas utilizem o território trinitário como base para operações contra Maduro.
A declaração marca uma guinada na postura regional. Localizado a apenas 19 km da costa da Venezuela, Trinidad e Tobago ocupa posição estratégica no tabuleiro geopolítico e passa a ser peça-chave na contenção do chavismo. “Se o regime de Maduro lançar qualquer ataque contra o povo guianense e os EUA solicitarem acesso ao território de Trinidad e Tobago para defender a Guiana, meu governo o concederá sem reservas”, disse Persad-Bissessar.
O anúncio foi elogiado por parlamentares americanos, como o congressista Carlos Giménez, e ocorre em meio a uma onda de violência sem precedentes no Caribe: apenas em 2024, Trinidad e Tobago registrou 625 homicídios, com quase metade ligados a gangues.
Paraguai declara Cartel dos Sóis como grupo terrorista
No mesmo contexto de endurecimento contra o chavismo, o Paraguai recomendou que seus cidadãos deixem a Venezuela e evitem viagens ao país. Em comunicado oficial, o governo de Santiago Peña alegou não possuir embaixada nem consulado em território venezuelano, o que impossibilita prestar assistência em casos de emergência.

A medida veio após a publicação do decreto nº 4465, que classifica o Cartel dos Sóis como organização terrorista internacional — no mesmo patamar de grupos como Hezbollah, Hamas e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. O relatório do Senado paraguaio afirma que o cartel, ligado a altos oficiais das Forças Armadas venezuelanas e ao próprio Maduro, atua em cooperação com facções como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua, movimentando drogas, armas e minerais ilegais.
Equador e EUA ampliam operações conjuntas
Enquanto isso, o Equador, em cooperação com o Exército americano, apreendeu um grande carregamento de drogas ligado ao Cartel dos Sóis, prendendo 18 pessoas. Em outra frente, a polícia equatoriana interceptou material explosivo que seria enviado para a Colômbia, país que enfrenta sua pior crise de violência em uma década devido à ação de guerrilhas e máfias ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal.

As operações confirmam a intensificação de uma estratégia coordenada de combate ao narcoterrorismo, que envolve países latino-americanos e Washington. Nos Estados Unidos, Maduro já é formalmente acusado de narcoterrorismo e alvo de sanções.
Risco de guerra regional
O endurecimento diplomático e militar isola ainda mais o regime chavista e amplia o risco de que a disputa sobre o Essequibo, região rica em petróleo reivindicada por Caracas e controlada pela Guiana, evolua para um conflito armado.
Com Trinidad e Tobago oferecendo território às forças americanas, Paraguai e Equador alinhados a Washington, e a Colômbia fragilizada internamente pela violência, a crise venezuelana passa a ser o epicentro de uma guerra híbrida no continente, misturando narcotráfico, política e interesses energéticos.
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