As autoridades colombianas encontraram os corpos de oito líderes religiosos em uma vala comum na zona rural de Calamar, no departamento de Guaviare, região conhecida pela presença de grupos armados ilegais e pelo histórico de conflitos.
As vítimas, que estavam desaparecidas há meses, atuavam em missões humanitárias e de evangelização, segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia e pelo Ministério Público colombiano. As identidades dos religiosos ainda não foram oficialmente divulgadas, mas familiares já foram contatados para reconhecimento dos corpos.
De acordo com autoridades locais, investigações preliminares indicam que os assassinatos podem estar ligados à atuação de grupos dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que ainda exercem forte controle em áreas rurais do Guaviare, principalmente sobre comunidades vulneráveis. A região é marcada por rotas de tráfico de drogas, exploração ilegal de recursos naturais e conflitos por territórios estratégicos.
Contexto de violência no Guaviare
O departamento de Guaviare, localizado no sudeste da Colômbia, foi uma das zonas mais afetadas pelo conflito armado colombiano. Mesmo após o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo e as FARC, dissidências armadas persistem, disputando rotas do narcotráfico e impondo sua autoridade sobre comunidades locais.
Organizações de direitos humanos alertam que líderes religiosos, sociais e indígenas continuam sob risco elevado, especialmente aqueles envolvidos em trabalhos comunitários, como evangelização, mediação de conflitos e denúncias de violações de direitos humanos.
O presidente Gustavo Petro, ao saber do caso, condenou os assassinatos e afirmou que o governo não vai poupar esforços para capturar os responsáveis. “Nenhuma causa política ou criminosa pode justificar o assassinato de pessoas que dedicavam suas vidas ao serviço comunitário e à paz”, declarou.
A Defensoria do Povo e organizações civis pedem proteção urgente para líderes comunitários, religiosos e sociais na região. O Ministério Público colombiano já iniciou as investigações para esclarecer os autores e as motivações do crime.
O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade dos líderes religiosos e sociais na Colômbia, que, segundo relatório da organização Indepaz, já soma mais de 70 assassinatos só em 2025, em meio a disputas armadas e ao narcotráfico.
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