Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta global: solidão e isolamento social estão ligados a cerca de 871 mil mortes por ano em todo o mundo. Isso equivale, em média, a quase 100 pessoas morrendo por hora por causas associadas a um fenômeno que segue sendo invisibilizado ou tratado como tabu.
A solidão, alerta a OMS, não é apenas tristeza passageira ou “frescura”. Trata-se de uma ameaça concreta à saúde pública, com efeitos comparáveis aos do tabagismo e da obesidade, tanto para a saúde mental quanto física.
“A solidão pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, demência, ansiedade, depressão e morte precoce”, afirma o documento divulgado pela organização.
Quem mais sofre?
- Jovens de 13 a 29 anos aparecem como o grupo mais afetado, contrariando o senso comum de que solidão seria exclusividade de pessoas idosas.
- Em países de baixa renda, a taxa chega a 24,3% da população se declarando solitária.
- Nas Américas, o índice médio é de 13,6%.
- Entre pessoas com 60 anos ou mais, a solidão atinge 11,8%, permanecendo um desafio crítico para políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável.
O impacto é tão profundo que reduz a expectativa de vida. Estudos citados no relatório estimam que viver em solidão pode aumentar em até 32% o risco de morte precoce.
Custos sociais e econômicos
A OMS também ressalta que a solidão gera custos econômicos elevados, especialmente devido ao aumento da demanda por serviços de saúde mental, tratamentos para doenças crônicas e internações hospitalares. Segundo estudo publicado no Journal of Aging and Health, adultos socialmente isolados apresentam até 60% mais gastos com saúde do que pessoas bem integradas socialmente.
No Reino Unido, a solidão já é considerada um problema de saúde pública tão sério que o governo criou, em 2018, o Ministério da Solidão, para promover políticas de integração social.
Falar é o primeiro passo
Organizações ao redor do mundo defendem que a solução começa com a quebra do tabu. A OMS recomenda que países incluam o tema nos sistemas de saúde e educação, incentivem programas comunitários e promovam espaços de convivência para todas as idades.
Se você está se sentindo isolado, especialistas orientam a buscar ajuda profissional ou entrar em contato com serviços de apoio emocional. “Falar sobre isso pode salvar vidas — inclusive a sua”, reforça a OMS.
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