O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em Minas Gerais enfrenta uma das piores crises financeiras da sua história. Dez consórcios intermunicipais de saúde, responsáveis pela gestão do serviço em todas as regiões do estado, denunciam que os repasses constitucionais da União estão muito abaixo do mínimo necessário para o custeio das operações, o que pode levar à paralisação total dos atendimentos.
De acordo com um levantamento obtido por O Fator, o déficit acumulado dos consórcios pode chegar a R$ 56,8 milhões ainda em 2025 caso a situação não seja regularizada.
Atendimento sob risco em todas as regiões de MG
O Samu atende mais de 20 milhões de mineiros, com cobertura em quase todos os municípios do estado, desde os grandes centros urbanos até comunidades mais isoladas. Com a falta de repasses, os consórcios relatam dificuldade para manter ambulâncias em operação, abastecer veículos, pagar salários de profissionais e adquirir medicamentos e insumos básicos.
Representantes dos consórcios alertam que, se nenhuma solução for encontrada nas próximas semanas, parte das bases operacionais pode começar a ser fechada, deixando milhares de pessoas desassistidas em casos de urgência médica.
O que dizem os consórcios
O presidente de um dos consórcios, que preferiu não ser identificado, afirmou:
“Estamos há meses arcando com despesas que são de responsabilidade do governo federal. As prefeituras, já com orçamentos apertados, estão chegando ao limite. Se não houver uma recomposição imediata dos repasses, o Samu vai parar”.
Segundo os gestores, o custo médio mensal para manter o serviço em funcionamento subiu, mas os repasses federais seguem congelados há anos, mesmo com a inflação e o aumento dos custos com combustíveis, manutenção de frota e reajustes salariais.
Ministério da Saúde
Procurado por O Fator, o Ministério da Saúde ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem. No entanto, em declarações anteriores, a pasta reconheceu que o financiamento do Samu no país precisa de revisão, mas não deu prazo para novas medidas.
Em 2024, o Ministério anunciou a ampliação de bases do Samu em outras regiões do Brasil, mas sem apresentar uma solução definitiva para o problema crônico de subfinanciamento nas bases já existentes.
Impacto direto na população
Especialistas em saúde pública alertam que a interrupção do Samu em Minas pode ter consequências imediatas no aumento da mortalidade por causas evitáveis, principalmente em acidentes, casos de infarto, AVCs e outros quadros que exigem atendimento rápido.
Enquanto a solução não chega, os mineiros vivem a incerteza de saber se, ao ligar para o 192, haverá alguém para atender.
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