Desde sábado (6/09), moradores ribeirinhos, ambientalistas e órgãos públicos observam com preocupação uma mortandade em massa de peixes ao longo do Rio Paraopeba, na Grande BH. O fenômeno — que se estende por cerca de 17 quilômetros do rio — já resultou na morte de mais de 4.000 a 4.500 peixes, incluindo espécies resistentes a ambientes poluídos e até ameaçadas de extinção. A investigação está em curso, mas ainda não há confirmação oficial sobre a causa nem extensão completa dos danos.
Onde e quando começou
- O primeiro registro ocorreu na altura de Juatuba, mais precisamente logo abaixo da foz do Rio Betim. A suspeita é de que algum produto químico tenha sido lançado na água na noite da sexta (5/9), ocasionando a reação em cadeia.
- A morte dos peixes foi observada pelos moradores e equipes de fiscalização avançaram para Esmeraldas, alcançando locais como Fazenda da Ponte.
Espécies afetadas e impactos ecológicos
- Entre os peixes mortos estão pacamã, espécie ameaçada de extinção; surubins de até 40 kg; piranhas, cascudos, bagres, e outras que normalmente resistem a ambientes degradados.
- O fato de animais resistentes e adaptados à poluição também estarem sendo mortos sugere uma contaminação grave, possivelmente por substâncias tóxicas.
Reações das autoridades e orientações à população
- Órgãos como o CBH Paraopeba, Igam, Semad, IEF e Defesa Civil foram mobilizados. Coletas emergenciais de água, sedimentos e carcaças já estão em curso.
- As análises laboratoriais podem demorar até dez dias para apresentar laudos conclusivos.
- Em Esmeraldas, a prefeitura alertou a população para não consumir peixes mortos encontrados às margens do rio, devido ao risco à saúde pública.
Possíveis causas e o que se descarta
- A hipótese de remanescentes do desastre da barragem de Brumadinho (2019) foi descartada, uma vez que o ponto inicial da mortandade está a jusante da foz do Rio Betim e não em áreas afetadas diretamente pelo rompimento.
- Também foi levantada a possibilidade de descargas industriais, mas alguns apontamentos já descartaram indústrias específicas como responsáveis diretos, por exemplo uma de bebidas que descarrega seus efluentes em outro rio.
Consequências potenciais
- Além da perda de biodiversidade, há preocupação com impactos sobre a saúde humana das comunidades que dependem do rio, seja para consumo ou pesca artesanal. A incerteza sobre contaminação por metais pesados ou outro agente tóxico aumenta os riscos.
- Há risco também para mananciais e reservatórios que utilizam água do Paraopeba, embora ainda não haja confirmação de que os efeitos vão atingir sistemas de abastecimento.
O que se espera daqui para frente
- Os laudos laboratoriais serão essenciais para identificar a causa exata (tipo de agente tóxico), determinar a extensão do dano e apontar responsáveis.
- Possíveis medidas: interdição do uso de água em trechos afetados, remoção de peixes mortos, campanhas de orientação à população, atuação judicial caso se confirme crime ambiental.
- Monitoramento contínuo do rio, inclusive em regiões ainda não afetadas, para verificar se a mortandade irá se propagar rio abaixo.
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