O cantor de pagode Daniel Camilo Lopes, de 34 anos — conhecido nas redes sociais como Danielzinho do Pagode ou Danielzinho Cantor — foi preso na noite desta segunda-feira (7), no bairro Cidade Nova, região Nordeste de Belo Horizonte. Ele é investigado por envolvimento em pelo menos dois assaltos à mão armada e também por tentar subornar policiais militares durante a prisão.
De acordo com a Polícia Militar, Danielzinho foi identificado como autor do roubo de dois veículos no final de 2024. O primeiro ocorreu em novembro, quando ele teria levado uma picape Fiat Strada carregada com produtos para aquários. Em dezembro, no bairro das Indústrias, região do Barreiro, ele roubou um Fox vermelho enquanto a vítima, acompanhada de uma criança, estacionava o carro.
O cantor, que acumula cerca de 17 mil seguidores nas redes sociais, foi localizado após investigações da Rotam (Rondas Táticas Metropolitanas), que realizaram um cerco no bairro. Parte dos materiais roubados foi recuperada durante a operação.
Durante a abordagem, Danielzinho tentou negociar sua liberdade oferecendo uma arma de fogo aos policiais. O sargento Ambrósio, da Rotam, explicou como a tentativa de suborno levou à prisão em flagrante:
“Ele acabou confessando os dois roubos. Durante a conversa, ofereceu uma arma para que a história não viesse à tona. Simulamos aceitar e fomos ao local indicado por ele. A arma estava enterrada próximo à residência”, disse o sargento.
Ainda segundo a PM, Danielzinho não foi preso em flagrante pelos assaltos, mas foi autuado por corrupção ativa, posse ilegal de arma de fogo e receptação.
Uma das vítimas relatou o momento de terror vivido no assalto:
“Eu estava na Tereza Cristina, por volta das 14h45, quando ele apareceu do lado do motorista, bateu com a arma no vidro e começou a gritar palavrões, mandando eu sair. Parecia que eu tinha roubado o carro dele, de tanto que ele gritava”, contou.
O carro levado nessa ocasião foi recuperado cerca de 15 dias depois, mas a vítima afirma que a maior parte dos materiais — usados em aquários — não foi encontrada. “Só recuperei um pote de ração de R$ 30”, lamentou.
A prisão de Danielzinho reacende discussões sobre a relação entre figuras públicas e práticas criminosas, além de destacar o trabalho da PM na elucidação de crimes mesmo meses após os fatos. O cantor deve responder por diversos crimes e permanece à disposição da Justiça.
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