Uma grande operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), das Polícias Civil e Militar resultou na desarticulação de uma organização criminosa fortemente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), voltada para homicídios, tráfico de drogas e armas em Prata, no Triângulo Mineiro.

Batizada de “Defensio Vitae” — que em latim significa “proteção da vida” — a ação cumpriu 36 mandados judiciais, sendo 16 de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. Além disso, duas pessoas foram presas em flagrante por posse e porte ilegal de armas de fogo, que foram apreendidas pelas autoridades.
Organização criminosa altamente estruturada
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) revelaram que o grupo praticava o extermínio de traficantes rivais e eliminava pessoas consideradas “inconvenientes” para manter o controle do tráfico local. O esquema criminoso conta com divisão clara de funções: desde depósito de armamentos, aquisição de munição, executores até os mandantes.
Além dos homicídios consumados, o grupo é investigado por homicídios tentados, tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de armas. Para a distribuição de entorpecentes, o grupo utilizava pontos de venda estratégicos e mecanismos sofisticados para ampliar sua atuação na região.
Prata, ponto estratégico para o crime organizado
Segundo o Gaeco, a escolha do município de Prata como base do grupo criminoso se deve a fatores estratégicos:
- Proximidade com os grandes polos do Triângulo Mineiro, como Uberlândia e Uberaba, que contam com grandes presídios e uma intensa circulação de pessoas.
- Conexão viária com outros estados, como São Paulo e Goiás, facilitando o transporte de drogas.
- Malha viária pouco fiscalizada, com poucos radares e postos de pedágio, o que reduz o risco de fiscalização.
- Alta população flutuante, devido à presença de trabalhadores rurais durante a safra, que vive em alojamentos coletivos — ambiente propício para o consumo e venda de drogas.
O fato de muitos integrantes não serem naturais da cidade enfraquece os laços sociais e o controle informal, o que aumenta a agressividade e a periculosidade do grupo.
Forças de segurança reforçam compromisso com a segurança pública
A operação contou com o trabalho de três promotores de Justiça, 70 policiais militares, 16 policiais civis, além de servidores e colaboradores do MPMG. Os presos serão encaminhados ao sistema prisional e ficarão à disposição da Justiça.
Para o MPMG, a ação representa mais um passo importante no combate à criminalidade organizada e reforça o compromisso das instituições em preservar a ordem pública e garantir a segurança da população de Prata e de Minas Gerais.
Leia mais: Operação “Defensio Vitae” desarticula organização criminosa ligada ao PCC em Prata (MG)
- Lançamento do livro “Brrumm Toploftpum” celebra o Dia Nacional do Livro Infantil em Belo Horizonte
- Cleitinho adia decisão sobre disputa ao governo de Minas e mantém cenário indefinido
- Dono da página Choquei é preso pela PF em investigação de esquema bilionário de lavagem de dinheiro
- TCE-MG barra venda imediata da Copasa e impõe controle rigoroso sobre privatização
- Professores da rede municipal de BH anunciam greve a partir de 27 de abril
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




