Uma história de horror e impunidade chocou o Brasil nesta quarta-feira (6), após a confirmação da prisão de Gisele Oliveira, de 40 anos, acusada de matar os próprios cinco filhos ao longo de 13 anos, no município de Timóteo, no Vale do Aço mineiro. Os crimes, cometidos entre 2010 e 2023, foram inicialmente classificados como mortes naturais e só vieram à tona após denúncia da própria mãe da suspeita.
Gisele foi capturada pela Polícia Judiciária portuguesa na cidade de Coimbra, onde vivia escondida desde maio deste ano. A prisão ocorreu com base em um pedido de extradição da Polícia Federal brasileira, e seu nome constava na lista vermelha da Interpol.
Mortes em série encobertas por diagnósticos “naturais”
Segundo investigações, a primeira morte ocorreu em 2010, quando Gisele perdeu o filho João Damasceno. Um mês depois, morreu Cauã Damasceno. Na época, nenhum dos casos levantou suspeita, sendo atribuídos a causas naturais.
A sequência de tragédias continuou em 2019, com a morte de Ana Júlia, em junho, e Kaik, em agosto. Mais uma vez, os registros médicos apontaram óbitos por causas naturais.
A última vítima foi Thiago, que morreu em janeiro de 2023. Foi neste momento que a mãe de Gisele decidiu procurar a polícia, após encontrar caixas de sedativos na casa da filha e relatar o histórico de problemas psiquiátricos que Gisele apresentava desde 2008.
Confissão e modus operandi
De acordo com autoridades portuguesas, Gisele confessou os assassinatos e relatou que utilizava doses elevadas de sedativos nos filhos, principalmente à noite. A causa das mortes seria a falta de atendimento médico imediato após os envenenamentos.
A Polícia Federal brasileira apurou que a sequência de mortes em períodos espaçados e a ausência de histórico de violência aparente contribuíram para que os crimes passassem despercebidos por mais de uma década.
Fuga para Portugal e prisão
Mesmo sob investigação, Gisele conseguiu deixar o Brasil em maio deste ano, embarcando de São Paulo para Lisboa. Depois, se estabeleceu em Coimbra, onde levava uma vida discreta ao lado de um companheiro brasileiro que atua na construção civil.
Ao ser localizada, resistiu à prisão, mas acabou dominada pelos agentes portugueses. A Polícia Judiciária destacou que ela vivia como cidadã comum, sem levantar suspeitas entre os vizinhos.
Extradição e possível pena
Gisele será apresentada ao Tribunal de Relação de Coimbra, que vai analisar o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Se extraditada e julgada no Brasil, ela pode ser condenada a até 154 anos de prisão por múltiplos homicídios qualificados.
No entanto, se o tribunal português decidir mantê-la em Portugal, ela poderá ser julgada de acordo com a legislação local, onde a pena máxima é de 21 anos.
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