O furto de motocicletas se tornou uma rotina preocupante na capital mineira. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, só entre janeiro e julho deste ano, 2.880 motocicletas foram furtadas em Belo Horizonte — média de 16 casos por dia. O número é 2,2% maior que o registrado no mesmo período de 2024.
No ano passado inteiro, mais de 5.200 furtos foram contabilizados. Caso a tendência se mantenha, 2025 pode superar esse total. A expansão da frota de motos — que hoje já ultrapassa 540 mil veículos na capital, segundo o Detran-MG — ajuda a explicar o aumento dos registros, mas especialistas apontam também para a ação de quadrilhas especializadas em revender peças no mercado clandestino.
Motociclistas relatam medo
O motoboy Vittor Araújo, que circula diariamente pela cidade, diz viver em alerta:
“Todo dia a gente tem medo. Roubo é mais difícil, mas furto não pode dar mole. Sempre uso tranca e cadeado, já ajuda”, conta.
Em grupos de aplicativos de entrega e redes sociais, relatos de furtos se multiplicam. Muitos profissionais adotam rotas alternativas para estacionar em locais mais movimentados ou recorrem a dispositivos eletrônicos de rastreamento.
Polícia reforça orientações
A Polícia Militar de Minas Gerais informa que tem intensificado operações em regiões com maior incidência de furtos, especialmente nos bairros de Venda Nova, Barreiro e Região Centro-Sul. O órgão recomenda:
- Usar travas extras, correntes e cadeados;
- Sempre que possível, estacionar em locais vigiados;
- Acionar o 190 ou registrar ocorrência on-line no site da Polícia Civil em caso de furto.
Segundo a Sejusp, apenas no mês de agosto de 2025 foram recuperadas cerca de 430 motocicletas furtadas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, fruto de operações integradas. Ainda assim, o índice de recuperação não passa de 40% do total levado pelos criminosos.
Cresce mercado paralelo de peças
Especialistas em segurança pública alertam que o aumento dos furtos está ligado ao comércio ilegal de peças. “Desmanches clandestinos ainda são um problema sério. Mesmo com a lei do desmonte, a fiscalização precisa ser mais efetiva para reduzir a receptação”, explica o consultor em segurança Fábio Ribeiro.
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