A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, na última sexta-feira (14/11), o inquérito que apura a morte de um norte-americano de 65 anos e do companheiro dele, de 60, ocorridas em junho deste ano em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O caso, inicialmente tratado como morte sem violência aparente, revelou-se um esquema de envenenamento seguido de furto milionário.
Ao todo, cinco pessoas foram indiciadas, três delas por homicídio qualificado, estelionato e associação criminosa. Outras duas respondem por lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.
Esquema envolvia envenenamento e desvio de patrimônio
Segundo a investigação, uma mulher de 52 anos — irmã de uma das vítimas — e um homem de 35 anos adquiriram grande quantidade de medicamentos controlados utilizando receitas médicas falsificadas. A acusação é de que as substâncias foram usadas para dopar o casal, permitindo o desvio de bens e dinheiro.
Um terceiro suspeito, de 40 anos, também foi indiciado pelos mesmos crimes, embora a Polícia Civil não tenha detalhado sua participação.
Durante buscas na residência do investigado de 35 anos, os policiais encontraram carimbos médicos e receituários falsificados. Profissionais de saúde cujos nomes estavam nos documentos confirmaram que nunca emitiram as receitas, reforçando a hipótese de fraude.
Como o crime foi descoberto
A primeira morte ocorreu em 20 de junho, quando o norte-americano de 65 anos sofreu complicações causadas por intoxicação. À época, o corpo não foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal porque não havia sinais aparentes de violência.
No entanto, seis dias depois, o companheiro dele morreu após ficar internado desde 19 de junho. As duas mortes em sequência, somadas a inconsistências percebidas pelos investigadores, levantaram suspeitas.
A PCMG então solicitou a exumação dos corpos, permitindo exames toxicológicos que confirmaram a intoxicação por substâncias controladas.
Desvio de mais de R$ 2 milhões
Com o casal morto, o grupo teria movimentado mais de R$ 2 milhões. Entre as operações identificadas estão:
- Resgate de R$ 379,2 mil de uma aplicação financeira das vítimas;
- Tentativa de venda do imóvel do casal, avaliado em R$ 950 mil;
- Transferências e movimentações bancárias suspeitas feitas após os óbitos.
De acordo com a Polícia Civil, um homem de 38 anos foi indiciado por lavagem de dinheiro, acusado de auxiliar na ocultação dos valores desviados.
A quinta investigada, uma advogada de 44 anos, responderá por coação no curso do processo. Ela teria orientado testemunhas a prestar informações falsas para encobrir o grupo.
Bloqueios judiciais e proteção ao patrimônio
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 1,5 milhão em ativos financeiros dos suspeitos, além da restrição de veículos em nome dos investigados. As medidas visam garantir a reparação do prejuízo causado aos herdeiros.
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