Uma operação contra corrupção realizada na manhã desta quinta-feira (12) prendeu um ex-secretário municipal, um servidor público e dois empresários suspeitos de integrar um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas.
Entre os presos está Gustavo Mendes, ex-secretário da Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur). Segundo as investigações, o grupo teria manipulado contratos públicos e recebido propinas em um esquema que pode ter movimentado mais de R$ 37 milhões em contratos suspeitos.
A ação faz parte da Operação Ghost Machine, conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das polícias Civil, Militar e Penal.
Esquema pode envolver 14 pessoas
De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, pelo menos 14 pessoas podem estar envolvidas no esquema, que teria começado em 2021 dentro da Semsur.
As investigações indicam que os suspeitos utilizavam a estrutura da secretaria para direcionar licitações e favorecer empresas específicas em contratos públicos.
Segundo o promotor da Vara da Fazenda Pública, Marcelo Maciel, parte do esquema envolvia a realização de medições fictícias de serviços, que serviam como justificativa para liberar pagamentos.
“Eles recebiam como se tivessem executado mais serviços do que realmente foram prestados e pagavam propina por isso”, explicou o promotor.
Entre os contratos investigados estão serviços de locação de máquinas e equipamentos para obras e serviços urbanos, como caminhões-pipa e equipamentos utilizados na manutenção da cidade.
Dinheiro, arma e documentos apreendidos
Durante a operação, as equipes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em imóveis de investigados.
Os suspeitos foram levados para a delegacia e posteriormente encaminhados ao Presídio Floramar, em Divinópolis.
Entre os materiais apreendidos estão:
- documentos relacionados a contratos públicos
- computadores e celulares
- R$ 168 mil em dinheiro em espécie
- uma arma de fogo
A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens e ativos financeiros dos investigados, incluindo imóveis, veículos, investimentos e até criptoativos.
Denúncias partiram da própria prefeitura
Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após denúncias apresentadas pelo prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo.
O então secretário investigado foi exonerado em fevereiro de 2025, cerca de um mês antes do início das apurações.
Em nota oficial, a prefeitura afirmou que colaborou com as autoridades e entregou documentos para ajudar na investigação.
A administração municipal declarou que não tolera irregularidades e que continuará contribuindo para o esclarecimento do caso.
Auditoria e afastamento de servidores
O Ministério Público também deve recomendar o afastamento de servidores investigados e a realização de uma auditoria completa nos contratos da secretaria, principalmente nos serviços considerados de maior risco para fraude.
Segundo o coordenador do Gaeco, Leandro Wili, a investigação agora busca identificar com precisão:
- quais serviços foram realmente executados
- quais foram superfaturados ou falsificados
- quanto dinheiro público foi desviado
- como os valores de propina foram distribuídos
A previsão do Ministério Público é que as investigações sejam concluídas nos próximos dois meses.
Operação mobilizou força policial
A Operação Ghost Machine mobilizou uma grande estrutura de segurança pública, envolvendo:
- dois promotores de Justiça
- sete agentes do Gaeco
- 30 policiais militares
- 14 policiais civis
- 16 viaturas
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