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Miss Universo Uberlândia é presa pela PF em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

Investigada integraria núcleo financeiro de organização criminosa; operação bloqueou R$ 61 milhões e prendeu suspeitos em três estados

A modelo Sara Monteiro, de 36 anos, foi presa nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal do Brasil que desarticulou uma organização criminosa interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva, batizada de Operação Luxury, também resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 61 milhões em bens.

Segundo as investigações, Sara Monteiro seria uma das principais integrantes do núcleo financeiro do grupo criminoso, atuando diretamente na ocultação e movimentação de recursos ilícitos. De acordo com a apuração, a investigada mantinha ligação com lideranças da organização e apresentava um padrão de vida elevado, com viagens internacionais, veículos de luxo e consumo em estabelecimentos de alto padrão.

A prisão foi realizada em São Paulo, onde a suspeita residia recentemente. Em Minas Gerais, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em um condomínio de alto padrão na zona sul de Uberlândia, cidade considerada o epicentro da operação.

Estrutura criminosa e investigação
De acordo com o delegado Dalton Marinho, responsável pela ação e integrante da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), o foco foi atingir o braço financeiro da organização. “As investigações priorizaram os responsáveis pela lavagem de dinheiro, que sustentavam toda a estrutura criminosa”, destacou.

O trabalho investigativo teve início em abril de 2025, após a apreensão de 1,1 tonelada de maconha em Frutal. A partir desse caso, a PF identificou uma rede mais ampla, que já resultou na apreensão de cerca de 5,9 toneladas de drogas ao longo das apurações.

Operação em três estados
A Operação Luxury foi deflagrada simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com ações em cidades como Uberaba, Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre. Ao todo, cerca de 160 agentes participaram da operação, cumprindo dezenas de mandados judiciais.

Até o momento, 24 pessoas foram presas, entre mandados preventivos e temporários, além do cumprimento de ordens judiciais em unidades prisionais. Parte dos alvos ainda é considerada foragida.

Rotas e estratégia do tráfico
As investigações apontaram que o grupo utilizava rotas alternativas, principalmente estradas rurais, para transportar drogas do Mato Grosso do Sul até o Sudeste. O esquema incluía veículos batedores e comunicação via satélite para evitar fiscalização policial.

Esse modelo logístico, conhecido como “rota caipira”, prolongava o tempo de viagem — que poderia durar até uma semana — como estratégia para despistar as autoridades.

Repercussão em Minas Gerais
O caso ganhou grande repercussão em Minas Gerais, especialmente no Triângulo Mineiro, onde a investigada vivia e mantinha conexões. A prisão de uma figura pública ligada a concursos de beleza amplia a atenção sobre o envolvimento de pessoas com alto padrão de vida em esquemas criminosos complexos.

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