O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou uma série de mobilizações em diferentes regiões do país durante o chamado “Abril Vermelho”, com ocupações de propriedades rurais e prédios públicos em ao menos cinco estados. As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que ocorre entre os dias 13 e 17 de abril.
No Ceará, cerca de 500 militantes ocuparam a Fazenda Córrego, no município de Madalena. Segundo o movimento, a área possui mais de 300 hectares e seria improdutiva. Os participantes reivindicam a desapropriação do terreno para fins habitacionais, com apoio de programas como o Minha Casa Minha Vida. Também no estado, o MST pressiona pela destinação da Fazenda Teotônio, com mais de 11 mil hectares em análise pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
No interior de São Paulo, aproximadamente 200 integrantes ocuparam a sede da Procuradoria do Estado em Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema. A ação busca acelerar processos de regularização fundiária e contesta a Lei nº 17.557/2022, relacionada à política agrária no estado.
Ocupações em órgãos federais e áreas públicas
Outras mobilizações ocorreram em Maceió e no Rio de Janeiro, onde sedes regionais do Incra foram ocupadas. Em Alagoas, cerca de 400 militantes montaram acampamento e afirmam que permanecerão até obter avanços na regularização de assentamentos e infraestrutura. Já no Rio, o protesto está ligado às demandas de famílias do Acampamento 15 de Abril, em Campos dos Goytacazes.
No Tocantins, famílias ocuparam uma área pública de 986 hectares em São Sebastião do Tocantins. Segundo o MST, o terreno já havia sido destinado à reforma agrária, mas ainda não havia sido efetivamente ocupado, o que motivou a ação.
Contexto histórico e pressão por políticas públicas
As mobilizações deste ano ocorrem no marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores rurais foram mortos durante confronto com a polícia no Pará. O movimento utiliza a data para reforçar críticas à lentidão da reforma agrária no Brasil e cobrar políticas públicas voltadas à população do campo.
O “Abril Vermelho” é realizado anualmente pelo MST como estratégia de visibilidade para a pauta agrária. As ações costumam gerar reações diversas no cenário político e jurídico, envolvendo debates sobre direito à propriedade, função social da terra e políticas de assentamento rural.
Em Minas Gerais, embora não haja registros de ocupações nesta etapa da mobilização, especialistas acompanham o tema com atenção, considerando o histórico do estado em conflitos fundiários e políticas de reforma agrária.
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