A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na última quinta-feira (25.jul), a operação Coertione, que resultou na prisão de dois suspeitos de estupro coletivo e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte. Os dois jovens, ambos de 19 anos, foram detidos nos bairros Coqueiros e Palmares. Celulares e materiais eletrônicos foram apreendidos durante a operação. Um terceiro suspeito, de 20 anos, entregou-se à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) na sexta-feira (26.jul).
Os três suspeitos estão em prisão preventiva e à disposição da Justiça. A investigação continua sob a responsabilidade da Depca.
A vítima, uma adolescente de 16 anos, relatou ter sofrido violência sexual em 30 de março. Além do estupro coletivo, ela foi fisicamente agredida e ameaçada. A delegada Letícia Müller, responsável pela investigação, explicou que a adolescente foi atacada por três homens adultos, que a agrediram fisicamente durante o ato. Inicialmente, a vítima não quis falar sobre o incidente, mas acabou revelando os fatos à irmã.
Após tomar conhecimento da situação, a mãe da vítima registrou a ocorrência na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher. A delegada informou que os suspeitos ameaçaram divulgar imagens do ataque nas redes sociais.
A delegada-geral Carolina Bechelany, chefe do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), enfatizou a gravidade do crime e rejeitou qualquer tentativa de justificativa baseada no comportamento da vítima. A delegada Thalita Caldeira, titular da Depca, reforçou a importância do consentimento em relações sexuais e alertou que registrar atos sexuais envolvendo menores é crime.
O nome da operação, Coertione, foi escolhido devido à coerção sofrida pela vítima desde o início do ataque, conforme explicado pela delegada Letícia Müller.




