21.7 C
Belo Horizonte
InícioGeralAdeus ao Poeta das Esquinas: velório de Lô Borges será no Palácio...

Adeus ao Poeta das Esquinas: velório de Lô Borges será no Palácio das Artes, em BH

Belo Horizonte se despede nesta terça-feira (4) de um dos maiores nomes da música brasileira. O corpo de Lô Borges, cantor, compositor e um dos fundadores do lendário Clube da Esquina, será velado das 9h às 15h, no Foyer do Grande Teatro Cemig, no Palácio das Artes — espaço simbólico para a cultura mineira e palco de tantas histórias que ele ajudou a escrever com sua arte.

O velório será aberto à família, amigos e admiradores, que terão a oportunidade de prestar as últimas homenagens a um artista cuja obra atravessou gerações e fronteiras.

Lô Borges morreu aos 73 anos, na noite de domingo (2), às 20h50, em Belo Horizonte, em decorrência de falência múltipla de órgãos, após 18 dias internado no Hospital da Unimed. O compositor deu entrada na unidade no dia 17 de outubro, com um quadro de intoxicação medicamentosa.

Um mineiro universal

Nascido em 1952, na capital mineira, Salomão Borges Filho — o Lô, como ficou eternizado — foi um dos grandes responsáveis por transformar a música de Minas Gerais em um símbolo de identidade, sensibilidade e invenção.
Aos 20 anos, ao lado de Milton Nascimento, lançou o revolucionário álbum coletivo “Clube da Esquina” (1972), que misturava jazz, rock, música regional mineira e poesia urbana. O disco, hoje considerado uma das obras mais importantes da MPB, definiu uma geração e inspirou outras tantas no Brasil e no exterior.

Entre seus parceiros de vida e criação estão nomes que também ajudaram a moldar essa sonoridade mineira: Márcio Borges, seu irmão e letrista de longa data, além de Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta, Wagner Tiso, Flávio Venturini, Samuel Rosa, Nando Reis e Zeca Baleiro, entre outros.

O “Disco do Tênis” e a eternidade de um som

Em carreira solo, Lô Borges assinou obras que se tornaram clássicos instantâneos. Seu álbum de estreia, “Lô Borges” (1972) — carinhosamente apelidado de “Disco do Tênis” por causa da capa icônica — consolidou seu estilo único: simples e sofisticado, melancólico e solar.
Canções como “Paisagem da Janela”, “O Trem Azul”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Para Lennon e McCartney” e “Aos Barões” são hoje parte do imaginário afetivo do país, eternizadas na memória coletiva e nas vozes de inúmeras regravações.

Um legado que não se apaga

Lô Borges sempre foi discreto, mas sua música falava por ele — sobre amizade, liberdade, amor e a busca por um lugar no mundo.
Sua trajetória representa um capítulo fundamental da música brasileira, ao unir a delicadeza poética mineira à ousadia musical que encantou críticos e ouvintes ao redor do globo.

Em tempos em que a arte parece tantas vezes sufocada, Lô deixa um legado luminoso — prova de que a poesia ainda pode morar nas esquinas, nas janelas e nos trilhos de um trem azul.

:::NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::

Leia mais: Adeus ao Poeta das Esquinas: velório de Lô Borges será no Palácio das Artes, em BH

Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui