Uma empresária de 54 anos foi presa preventivamente nessa quinta-feira (4/12) em Belo Horizonte, suspeita de integrar uma organização criminosa investigada pela Polícia Civil da Bahia (PCBA) por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação integra a Operação Anátema, que apura um esquema que movimentou mais de R$ 4,3 bilhões em recursos ilícitos.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher era responsável formal por uma empresa de fachada sediada em Belo Horizonte, usada para movimentações financeiras ilegais. Apesar de estar inapta e sem apresentar declarações fiscais obrigatórias, a empresa movimentou mais de R$ 16 milhões apenas em 2020, conforme as investigações.
As apurações, iniciadas em 2023, apontam ainda que a suspeita realizava transações diretas com outros investigados, incluindo o repasse de R$ 59 mil para empresas ligadas ao grupo criminoso.
Operação em três estados
A prisão em Minas Gerais ocorreu paralelamente ao cumprimento de mandados em diversas cidades baianas — Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Feira de Santana e Santo Estêvão — além de ações no Paraná e em Santa Catarina.
Esta é a segunda fase da Operação Anátema. Na primeira etapa, deflagrada em setembro, sete pessoas apontadas como integrantes da organização criminosa foram presas.
De acordo com a PCBA, o esquema é altamente estruturado, utilizando contas de terceiros, empresas de fachada e movimentações fracionadas para lavar dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Diante do volume financeiro identificado, o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) requereu o bloqueio de bens e valores dos suspeitos.
Líder foragido e políticos envolvidos
A polícia aponta Fábio Souza Santos, conhecido como “Geleia”, como líder da organização. Ele está foragido desde 2023.
Entre os investigados estão também dois vereadores da Bahia — um de Santo Estêvão e outro de Jaguarari. O parlamentar de Santo Estêvão, que também gerencia um posto de combustíveis ligado ao esquema, foi preso nesta fase da operação. Durante a ação, foram apreendidos R$ 18 mil em espécie, além de cheques e contratos. Ele é irmão de um traficante de alta periculosidade morto em confronto com a polícia em 2017.
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