O Brasil encerrou 2024 com uma inflação de 4,83%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcando o segundo ano consecutivo de inflação acima de 4,5%.
Pressões inflacionárias
O principal responsável pelo aumento foi o grupo Alimentação e Bebidas, que registrou alta de 7,69%, contribuindo com 1,63 ponto percentual para o índice total. Outros grupos que pressionaram a inflação foram:
- Saúde e Cuidados Pessoais (+6,09%)
- Transportes (+3,30%)
Entre os itens que mais impactaram, destacam-se:
- Gasolina: aumento de 9,71%, com impacto de 0,48 p.p.
- Plano de saúde: alta de 7,87%
- Refeição fora de casa: acréscimo de 5,70%
Alívios pontuais
Alguns produtos registraram queda de preços, aliviando parcialmente o IPCA. As passagens aéreas, por exemplo, recuaram 22,20%, contribuindo com um impacto negativo de 0,21 p.p. No setor de alimentos, o tomate (-25,86%) e a cebola (-35,31%) também ajudaram a segurar a inflação.
Impacto regional
Entre as 16 capitais monitoradas pelo IBGE, Belo Horizonte apresentou a segunda maior inflação do país, com alta de 5,96%, atrás apenas de São Luís (6,51%).
Próximos passos
Com o índice acima do teto da meta, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deverá enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos do descumprimento e as medidas adotadas para alinhar a inflação ao objetivo estipulado.
O resultado reforça os desafios enfrentados pelo governo na condução da política monetária e fiscal em meio a pressões econômicas internas e externas.
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