Uma jovem de 22 anos foi assassinada a tiros na manhã desta terça-feira (2) em Santa Efigênia de Minas, no Vale do Rio Doce. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a vítima foi perseguida pelo ex-companheiro pelas ruas da cidade e acabou morta dentro de um lava-jato onde tentou se refugiar. O suspeito, de 38 anos, foi preso poucas horas depois e confessou o crime.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher corre em busca de ajuda e entra no estabelecimento. Na sequência, o agressor invade o local armado e efetua diversos disparos. A vítima morreu antes da chegada do socorro.
Vítima buscava proteção quando foi atacada
De acordo com a PM, o crime ocorreu por volta das 6h50. O proprietário do lava-jato relatou que havia acabado de abrir o comércio quando viu a jovem correndo e pedindo socorro. Logo depois, o suspeito entrou no local armado.
Ao perceber a ameaça, a testemunha fugiu para se proteger. Instantes depois, ouviu os disparos. Quando os policiais chegaram, encontraram a vítima caída no chão, já sem vida.
Suspeito não aceitava o fim do relacionamento
As investigações iniciais apontam que o feminicídio foi motivado pela inconformidade do homem com o término do relacionamento.
O atual companheiro da vítima informou aos policiais que ela havia saído de casa para levar o filho do casal à escola. A criança, de 8 anos, é fruto do relacionamento anterior com o autor do crime. Segundo relatos, o suspeito fazia ameaças frequentes à ex-companheira e não aceitava o fim da relação.
Ainda conforme a PM, o homem culpava a vítima pela morte de outro filho do casal, uma criança que morreu afogada há cerca de três anos. Essa circunstância também é analisada pelos investigadores como parte do contexto do crime.
Prisão ocorreu após cerco policial
Após o assassinato, o suspeito fugiu em um veículo em direção a Governador Valadares. Com apoio de sistemas de monitoramento e equipes de campo, a Polícia Militar montou uma operação de cerco e bloqueio.
Cerca de duas horas depois, o homem foi localizado na BR-259 e preso. Conforme a corporação, ele confessou o feminicídio e indicou o local onde havia escondido a arma utilizada no crime. Os militares encontraram um revólver enterrado dentro de uma sacola, que foi apreendido para perícia.
Feminicídio continua sendo desafio em Minas
O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher e os crimes motivados pela não aceitação do término de relacionamentos.
Especialistas destacam que ameaças, perseguições e comportamentos obsessivos costumam anteceder muitos casos de feminicídio. A orientação é que vítimas de violência doméstica ou perseguição procurem imediatamente as autoridades e os canais de proteção disponíveis.
A investigação será conduzida pela Polícia Civil, que apura todos os detalhes da ocorrência e deverá concluir o inquérito nos próximos meses.
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