Um redirecionamento na política de combate à fila do INSS, determinado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2024, colocou em segundo plano a concessão de novos benefícios previdenciários e assistenciais, aumentando o estoque de processos para 2,6 milhões no ano passado. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo neste sábado (28), com base em documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação e em relatos de fontes internas do Instituto Nacional do Seguro Social.
Sob orientação da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, o governo passou a priorizar, por meio do programa de bônus de produtividade do INSS, as revisões e apurações de possíveis irregularidades em benefícios já concedidos — sobretudo por incapacidade —, como forma de conter o avanço dos gastos públicos. A medida gerou polêmica dentro da própria estrutura do Instituto e provocou reação de servidores, que viram represamento de novos pedidos como consequência inevitável.
“Mas quando é uma decisão governamental, a gente acata, ou sai [do governo]”, disse o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que confirmou ter recebido a orientação do alto escalão para priorizar as revisões, embora tenha se declarado contrário à mudança.
Estoque voltou a crescer
Dados oficiais apontam que, em dezembro de 2023, a fila do INSS estava em cerca de 2 milhões de pedidos, número que subiu para 2,6 milhões ao longo de 2024. A lista inclui solicitações de aposentadorias, pensões, auxílios-maternidade e benefícios assistenciais como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Enquanto isso, técnicos do governo monitoravam o prazo médio de concessão, que chegou a cair para 34 dias em julho de 2024, abaixo do limite legal de 45 dias. O ritmo mais acelerado, porém, não se sustentou. Nos meses seguintes, o tempo médio voltou a subir, fechando 2024 em 42 dias e continuando em alta neste ano.
Em meio à crise fiscal, o governo precisava bloquear cerca de R$ 15 bilhões em despesas discricionárias em julho do ano passado, parcela significativa ligada à Previdência e ao BPC, o que reforçou a orientação de segurar novas concessões.
Apesar do esforço, a economia gerada pela revisão dos benefícios ficou abaixo das projeções da equipe econômica. Cerca de metade dos benefícios revisados foram considerados indevidos, mas a economia líquida chegou apenas a R$ 2,4 bilhões — muito aquém das necessidades para reduzir a pressão sobre as contas públicas.
Impacto político e retomada do programa original
A mudança de foco do INSS gerou desgaste político, ampliando críticas ao governo, principalmente entre parlamentares da base aliada preocupados com a repercussão junto a aposentados e beneficiários em geral. Pressionado, o governo retomou em abril de 2025 o programa original de combate à fila, após a aprovação do Orçamento federal.
Em nota oficial divulgada nesta semana, o Ministério da Previdência Social negou que a retenção de novos benefícios tenha sido motivada por critérios fiscais. “É absolutamente infundada a ideia de que o governo tenha, a qualquer pretexto, represado a concessão de benefícios”, afirmou a pasta. O Ministério do Planejamento também declarou que “restrição orçamentária nunca foi critério para o pagamento de benefícios obrigatórios.”
Contudo, analistas ouvidos pelo Hora Brasília avaliam que, mesmo com a retomada das análises, o impacto sobre a fila do INSS ainda deve persistir ao longo de 2025, devido ao acúmulo de processos represados no ano anterior.
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