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Relatório aponta que 89% da população de Cuba vive em extrema pobreza

Um estudo do Observatorio Cubano de Derechos Humanos (OCDH), divulgado em setembro, mostra um quadro alarmante de deterioração social em Cuba: 89% das famílias vivem em situação de pobreza extrema.

A pesquisa foi realizada entre 8 de junho e 11 de julho de 2025, com 1.344 entrevistas em 70 municípios de todas as províncias da ilha. O levantamento revela que sete em cada dez cubanos afirmaram ter que abrir mão de pelo menos uma refeição diária por falta de alimentos ou de dinheiro.

“A pobreza deixou de ser um fenômeno restrito às áreas rurais. Hoje está presente nas cidades e regiões que antes eram mais estáveis”, destaca o documento.

Crise econômica persistente

O OCDH, sediado em Madri, vem publicando relatórios sobre a situação dos direitos humanos e das condições de vida em Cuba. O estudo atual reforça dados de entidades internacionais sobre a crise econômica, marcada por escassez crônica de alimentos, alta inflação, colapso dos serviços básicos e queda no poder de compra.

Desde a pandemia de Covid-19, a ilha enfrenta redução do turismo — uma de suas principais fontes de receita —, diminuição do envio de remessas do exterior e sanções reforçadas pelos Estados Unidos. O governo cubano reconhece dificuldades econômicas, mas atribui grande parte dos problemas ao embargo norte-americano.


Impactos sociais

  • Insegurança alimentar: a maioria dos entrevistados relatou dificuldades para comprar arroz, feijão, carne e produtos básicos.
  • Êxodo migratório: desde 2022, mais de 500 mil cubanos deixaram a ilha, principalmente para os EUA, segundo dados oficiais americanos.
  • Urbanização da pobreza: o relatório destaca que cidades como Havana, Santiago de Cuba e Camagüey apresentam níveis de vulnerabilidade antes mais comuns no interior.

Repercussão

Organizações de direitos humanos afirmam que o levantamento é um retrato das consequências das políticas econômicas do governo cubano. Já autoridades da ilha costumam contestar esses números, alegando que são “politicamente motivados”.

Apesar disso, entidades como a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) vêm alertando para o aumento da insegurança alimentar na América Latina e no Caribe, com Cuba entre os casos mais críticos.

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