A crise política na Venezuela atingiu um novo patamar após a Rússia abandonar Nicolás Maduro, movimentação que ocorre dias depois de o presidente Donald Trump impor um ultimato para que o líder venezuelano deixasse o poder. A recusa de Maduro consolidou a ruptura mais profunda entre Moscou e Caracas desde o início da cooperação militar e econômica entre os dois países.
Com o espaço aéreo venezuelano fechado por ordem dos EUA, o Kremlin optou por não confrontar Washington: o embaixador russo deixou Caracas e a proteção estratégica ofertada ao regime deixou de vigorar. O isolamento internacional aumenta num momento em que Maduro enfrenta forte pressão externa e desgaste interno.
Marco Rubio: “Maduro comanda uma estrutura criminosa”
Em entrevista à Fox News, o senador norte-americano Marco Rubio afirmou que o regime venezuelano opera como um “corredor oficial de narcotráfico”. Segundo ele, não se trata de um governo formal, mas de uma estrutura montada para facilitar o tráfico de cocaína, a presença iraniana e a atuação do Hezbollah na América do Sul.
Rubio sustenta que a cocaína produzida na Colômbia atravessa a Venezuela com colaboração direta de integrantes do regime antes de ser enviada para os EUA por mar e ar.
Carta de Hugo Carvajal a Trump reacende acusações de narcoestado
A crise ganhou novo combustível após a divulgação de uma carta enviada por Hugo Carvajal Barrios — ex-chefe da Inteligência Militar da Venezuela, hoje preso nos EUA por narcoterrorismo — ao presidente Donald Trump.
No documento, Carvajal afirma que Maduro, Diosdado Cabello e o alto comando chavista transformaram o Estado venezuelano em uma organização criminal que opera para prejudicar os interesses norte-americanos.
Principais acusações feitas por Carvajal:
- Venezuela operaria como uma “narco-organização” coordenada pelo Cartel dos Sóis, com drogas usadas como arma estratégica contra os EUA.
- Colaboração direta com Farc, ELN, Hezbollah e inteligência cubana para operações clandestinas.
- Exportação do Tren de Aragua para países vizinhos e até para território norte-americano, com ordens diretas de Caracas.
- Envio de espiões venezuelanos e cubanos aos EUA, alguns infiltrados inclusive em bases militares.
- Possibilidade de manipulação do sistema Smartmatic, que segundo ele teria sido criado para assegurar a permanência do chavismo no poder e exportado internacionalmente.
- Diplomatas dos EUA teriam sido corrompidos para auxiliar Chávez e Maduro.
Carvajal declarou total apoio às políticas de segurança de Trump e se disse disposto a colaborar com novas informações em depoimentos sigilosos, em troca de eventual redução de pena.
Cenário incerto e risco de escalada regional
A retirada russa, somada ao endurecimento dos EUA e às denúncias de Carvajal, isola Maduro como nunca desde que chegou ao poder. Analistas avaliam que:
- o regime entra em seu momento mais frágil em anos;
- a pressão externa pode levar a rupturas internas no chavismo;
- a situação pode acelerar movimentos de grupos armados na fronteira e aumentar a instabilidade na região.
A Casa Branca ainda não comentou oficialmente o teor da carta, mas fontes da inteligência americana afirmam que as informações podem influenciar futuras ações de Washington contra o regime de Maduro.
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