Uma sessão marcada por tensão política e acusações graves marcou, nesta quinta-feira, os debates da CPMI do INSS. Deputados da oposição afirmaram que a publicitária Daniele Fonteles, ex-integrante de campanhas do PT, teria recebido mais de R$ 11 milhões em recursos desviados do esquema comandado pelo investigado Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Os governistas rejeitaram a convocação de Daniele e outros personagens apontados pela oposição, e todos os requerimentos foram derrubados por 19 votos a 12.
O centro das acusações: quem é Daniele Fonteles
Durante a sessão, o deputado Alfredo Gaspar (oposição) afirmou que Daniele Fonteles teria recebido inicialmente R$ 5 milhões, mas novos documentos apontariam que o valor ultrapassa R$ 11 milhões, que parte dos repasses teria sido feita por empresas usadas para lavagem de dinheiro do esquema, como Brasília Consultoria e Spayden e que, balanços internos da Brasília Consultoria trariam o nome de Carolina Fonteles, irmã de Daniele.
Segundo Gaspar, a publicitária seria “peça-chave” para esclarecer supostas ligações entre o Careca do INSS e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
A denúncia mais explosiva: voo para Portugal
Gaspar afirmou que a Polícia Federal deveria investigar a lista de passageiros do voo Latam JJ8148 (Guarulhos–Lisboa), de 8 de novembro de 2024.
Segundo ele, nessa viagem:
“Quem estava ao lado do Careca do INSS no avião era o filho do Presidente da República. Se isso for mentira, eu renuncio à relatoria.”
O relator também disse que, se comprovada, a informação demonstraria ligação direta entre Lulinha e o operador do esquema.
Oposição fala em “blindagem”
Deputados como Evair Vieira de Melo reforçaram as acusações e afirmaram que Daniele seria uma “operadora de recursos ilícitos do PT”, teria atuado em campanhas passadas e colaborado na Lava Jato e estaria envolvida em um suposto plano de negócios internacionais envolvendo canabidiol, que teria como lobista o filho do presidente.
Segundo Evair
“Votar contra a convocação de Daniele é dar carimbo de apoio à criminalidade.”
Governo reage: requerimentos não têm relação com o objeto da CPMI
Pelo governo, o deputado Rogério Correia classificou as acusações como narrativas desconectadas do foco da comissão.
Ele afirmou que os requerimentos “não têm nexo com o objeto da CPMI” e que a oposição tenta ampliar artificialmente o escopo para criar desgastes políticos.
Governistas votaram em bloco pela rejeição das convocações.
Resultado da votação
Após as falas, o presidente da CPMI determinou a abertura do painel:
- 12 votos “sim”
- 19 votos “não”
Todos os requerimentos foram rejeitados.
Apenas um pedido relativo ao governador Romeu Zema — mencionado anteriormente — foi aprovado em sessão anterior.
Entrevista: presidente da CPMI, senador Carlos Viana, reforça suspeitas
Após a sessão, o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, reforçou que:
- documentos indicariam que uma publicitária ligada ao partido (Daniele) e o filho do presidente teriam recebido aproximadamente R$ 8 milhões — valor que, segundo uma testemunha, chegaria a R$ 25 milhões;
- o dinheiro teria financiado abertura de empresas no exterior e planos para atuar em licitações do Ministério da Saúde com produtos de canabidiol;
- o “lobby” no ministério seria atribuído ao filho do presidente, segundo a testemunha Edson.
Viana afirmou:
“Se a CPMI não avançar, a Polícia Federal já tem todas as listas e documentos. Não vai se escapar da verdade.”
A testemunha Edson, segundo ele, recusou programa de proteção, mas estaria disposta a depor novamente.
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