A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na noite de quinta-feira (19.fev.2026), a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, do partido La Libertad Avanza. Após cerca de 10 horas de sessão extraordinária, o projeto foi aprovado por 135 votos a favor e 115 contra, sem abstenções.
Como o texto sofreu alterações durante a tramitação, ele retornará ao Senado da Argentina — que já havia aprovado a proposta em 12 de fevereiro — para análise final.
📌 Principais mudanças no texto
Para garantir a votação na Câmara, o governo retirou um dos pontos mais polêmicos: o artigo que previa a redução do salário para 50% a 75% durante licenças médicas.
Mesmo com a retirada desse trecho, o projeto mantém alterações significativas na legislação trabalhista argentina, entre elas:
- Ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas;
- Redução de indenizações trabalhistas;
- Possibilidade de pagamento em bens ou serviços;
- Limitações ao direito de greve;
- Mudanças nas regras de contratação e desligamento.
A reforma é considerada uma das maiores transformações nas leis trabalhistas do país em décadas, alterando dispositivos estabelecidos majoritariamente nos anos 1970.
🏛️ Argumentos do governo
O governo Milei defende que a modernização das regras reduzirá custos trabalhistas e incentivará a formalização do emprego.
Durante a votação, o deputado Lisandro Almirón, aliado do governo, afirmou que a legislação atual é “rígida e ultrapassada” e funciona como barreira à geração de empregos formais. “Sem investimento não há empresas; sem empresas não há trabalhadores”, declarou.
Em publicação na rede social X, Milei comemorou a aprovação: “Histórico. Argentina será grande novamente”, escreveu o presidente, em referência ao slogan “Make America Great Again”, associado ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
⚠️ Reação sindical e greve
A principal resistência à reforma vem das centrais sindicais, especialmente da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que considera o projeto uma ameaça a direitos históricos, como o direito de greve.
Na quinta-feira (19), a CGT convocou uma paralisação nacional de 24 horas, com adesão de trabalhadores do transporte, servidores públicos e bancários, em protesto contra as mudanças.
::: CLIQUE AQUI E ENTRE PARA O NOSSO GRUPO NO WHATS APP :::
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-116 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira





