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EUA dizem ter destruído quartel-general da Guarda Revolucionária do Irã; conflito se intensifica no Oriente Médio

O desdobramento dos próximos dias será decisivo para definir se haverá espaço para negociações diplomáticas ou se o Oriente Médio caminha para uma guerra prolongada.

Os Estados Unidos afirmaram neste domingo (1º) que destruíram o quartel-general do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), no segundo dia de uma ofensiva militar de grande escala contra o Irã. O anúncio foi feito pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que também confirmou as primeiras baixas americanas no conflito.

Segundo o presidente Donald Trump, as operações militares devem se estender por cerca de quatro semanas. Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o republicano afirmou que os ataques continuarão e prometeu vingança pelas mortes de três militares americanos, cujas identidades e locais das baixas não foram divulgados oficialmente.

Mortes na cúpula iraniana e promessa de retaliação

Autoridades americanas e israelenses afirmam que, nos bombardeios iniciados na madrugada de sábado, morreram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além do chefe da Guarda Revolucionária, do ministro da Defesa e do chefe do Estado-Maior iraniano.

Teerã prometeu retaliação imediata e lançou ataques classificados como de “grande escala” contra bases americanas no Golfo e contra Israel. Um funcionário iraniano declarou que os alvos são instalações militares dos Estados Unidos na região, e não os países vizinhos.

O Exército de Israel informou ter desferido “um duro golpe” contra centros de comando e controle iranianos neste domingo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a mobilização de 100 mil reservistas e prometeu intensificar as operações aéreas sobre Teerã.

Explosões no Golfo e tensão no Estreito de Ormuz

Jornalistas relataram explosões em cidades estratégicas do Golfo, como Dubai, Doha, Riade e Manama. O Kuwait confirmou ao menos uma morte e dezenas de feridos. Nos Emirados Árabes Unidos, três pessoas morreram desde sábado.

No centro de Israel, um prédio desabou após o impacto direto de um míssil iraniano em Bet Shemesh, deixando nove mortos e 11 desaparecidos. O serviço de emergência israelense também registrou feridos nas proximidades de Jerusalém.

A tensão se estende ao Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Três embarcações foram atacadas, e a Guarda Revolucionária declarou a passagem “fechada de fato”, segundo a agência britânica UKMTO. O bloqueio provocou forte impacto no mercado internacional de energia.

Para conter a escalada dos preços do petróleo, Arábia Saudita, Rússia e outros seis membros da Opep+ anunciaram aumento conjunto de 206 mil barris diários na produção a partir de abril.

Repercussão internacional e impacto global

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) informou que está ajustando suas forças na Europa diante da possibilidade de ameaças com mísseis balísticos ou drones vindos do Oriente Médio.

Líderes da Alemanha, França e Reino Unido declararam estar prontos para adotar medidas defensivas para proteger interesses europeus e aliados no Golfo. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, alertou que o Oriente Médio “tem muito a perder” com uma guerra prolongada e pediu moderação.

O conflito já provoca a maior perturbação no transporte aéreo desde a pandemia de covid-19, com milhares de voos cancelados ou desviados. Gigantes do transporte marítimo, como a Maersk e a MSC, suspenderam operações no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Situação interna no Irã

Após a confirmação da morte de Khamenei, houve celebrações isoladas, mas também manifestações pró-governo nas ruas de Teerã, com gritos de “Morte aos Estados Unidos”. O país passa a ser governado por um triunvirato formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, e pelo religioso Alireza Arafi.

O cenário é de extrema instabilidade política e militar. Analistas internacionais avaliam que a escalada pode desencadear um conflito regional de grandes proporções, com reflexos diretos na economia global e no abastecimento de energia.

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