Desde as grandes capitais até os mais remotos rincões do Brasil, paira uma densa névoa obscura: um sentimento de, ao mesmo tempo, belicosidade e tristeza, de revolta e de impotência. Não é a “síndrome de vira-lata”, tantas vezes citada: de fato, o Brasil está à deriva em um mar sem ilhas à vista.
O Brasil aliou-se às ditaduras do BRICS, importou a censura da ditadura maoísta da China (para quem vendeu boa parte da Amazônia e de terras raras, e com quem fechou 27 contratos, sob sigilo em relação ao povo). O meio ambiente é destruído junto com os povos indígenas e ribeirinhos e o Agro, a crise na segurança pública soa como um Estado conivente com o narcotráfico. O Brasil hoje se chama “desesperança”.
Para além disso, há impunidade, como sempre houve, mas agora é mais escancarado: soltam-se Vorcaro do Banco Master, talvez Adélio Bispo em breve (ora, deixar um esfaqueador livre por aí se for liberado por “exame psicológico” é piada), libertaram-se dezenas de condenados por corrupção no STF, no canetaço. Mas o pior é a crise econômica, e não adianta tentar mitigar: é a mais grave desde a redemocratização, ou, para mim, desde que me entendo por gente. O rombo é recorde no PIB, nas estatais, temos dos maiores juros do mundo e uma inflação descontrolada: comer carne e tomar café virou luxo, assim como comprar livros por, em média, 50 a 100 reais.
O peru de Natal está 500 mangos. E, por mais que o salário mínimo vá aumentar — um pouco — em 2026, mais aumentarão os impostos: sobre aluguéis, sobre trabalhadores informais (com pente-fino), acesso mais restrito e menos verbas para Benefício de Prestação Continuada (BPC, que, com o INSS e o Banco Master, foram os maiores escândalos de corrupção de 2025 e dos maiores da história do país, praticamente jogados para debaixo do tapete). Aumentarão os impostos sobre tudo o que o brasileiro conquista de forma suada e o Estado ganha e dispersa de maneira perdulária, ostensiva e irresponsável. O Estado lulista “depena” o povo como nunca, mas gasta mais ainda, nunca basta, nem mesmo com os desvios absurdos e frequentes da corrupção endêmica e, talvez, institucionalizada no nosso país.
O Brasil, que um dia foi o país do futuro, hoje é uma nação engessada, retrógrada, antro de ladroagem no Estado e alinhada a regimes ditatoriais cruéis. Os retrocessos são alarmantes, e não há como esconder porque todos nós sentimos no bolso, no dia a dia, no posto de gasolina, no supermercado, nos boletos cada vez mais caros e que parecem intermináveis.
O Brasil hoje é um país sem esperança para muitos. Embora outros prefiram fechar os olhos e aderir a ideologias — muitas vezes sem prática ou coerência. O amor não venceu, o que venceu foram o ódio, a corrupção e a exploração massiva do povo — que ainda sofre, como até os parlamentares que têm imunidade para falar, com a censura. É esquisito que haja um Programa de Combate á Desinformação (PCD), com um crivo do Supremo (não eleito pela população), sobre o que é permitido opinar ou expor, em uma suposta democracia.
O Brasil está ficando para trás mesmo na América Latina. Enquanto países vizinhos começam a prosperar, ao passoem que a liberdade capitalista e neoliberal é galvanizada — Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, El Salvador, etc.), o sabiá não tem mais alegria para cantar no seu país. Não há recursos para nada — exceto emendas secretas sem transparência para negociar votos e cargos e verbas superfaturadas. A raiz desse desalento começa no bolso, onde a realidade é implacável.
É, leitor, o trabalhador brasileiro sobrevive com migalhas e vê seu poder de compra ser corroído diariamente. Paga os maiores impostos do mundo. Triste para o brasileiro que trabalha, e muito (afora os que escolhem viver de esmolas de assistencialismo, como Bolsa Família), mas o fruto desse trabalho é confiscado por uma carga tributária predatória. Nossos impostos são de Primeiro Mundo sobre o consumo — e punem os mais pobres — e sobre as empresas — o que sufoca quem gera emprego. E agora, de forma draconiana, sobre as importações, isolando o país e encarecendo o acesso a bens básicos e tecnologia. O que é “normal” e “comum” em outros países, mesmo na América Latina, no Brasil é artigo “de rico”.
PARA ONDE VAI TANTO DINHEIRO DE IMPOSTOS?
O dinheiro dos intermináveis e gigantescos impostos no Brasil — ao menos 27 aumentaram desde 2023 — é o que sustenta a máquina política e judiciária inchada e desconectada da realidade, a maior e mais onerosa do planeta. E a infinita burocracia? Mais dinheiro “sequestrado” do povo. Por isso, enquanto o povo brasileiro conta moedas no supermercado, centavos na conta bancária ou no limite do cartão de crédito, assistimos a uma casta privilegiada usufruindo de benefícios e salários que ofendem a lógica econômica de um país em desenvolvimento.
A cena macroeconômica reflete esta gestão desastrosa. Há rombos recordes nas contas públicas em proporção ao PIB, e assistimos, atônitos, ao estrondoso déficit nas empresas estatais, que voltaram a ser sorvedouros de recursos públicos em vez de motores e engrenagens de investimento. A responsabilidade fiscal parece ter sido abandonada, afugentando quem realmente poderia ajudar o país a crescer: os investidores e empreendedores. É notável a fuga de capitais e de pessoas do Brasil: prova cabal de que o dinheiro é covarde: não permanece onde não há segurança jurídica ou mínima estabilidade.
Mas a crise não é apenas de números: é institucional e moral. Leniência com o tráfico, inclusive de minérios na Amazônia, e com os valores tão caros da Constituição Federal de 1988. Quando a Justiça se torna política, a democracia adoece e chega a morrer.
Como já citado, o resultado deste furacão de inépcia, corrupção e descaso para com o povo e seu dinheiro é o êxodo. Os aeroportos tornaram-se a última fronteira da esperança para milhares de brasileiros. Não são apenas jovens em busca de aventura, mas famílias inteiras, cérebros brilhantes e mão de obra qualificada que decidiram que o Brasil não vale mais o risco. Eles partem não porque não amam sua terra (o brasileiro ama sua terra, até o sabiá que revogou para outras plagas), todavia cansaram de lutar uma guerra onde as regras mudam a todo momento e o Estado joga contra o cidadão. E mais: o cidadão não tem voz e não tem vez. Em uma democracia.
Dizer que o Brasil está sem esperança é duro, mas fechar os olhos para a realidade é fatal. O relógio do Brasil já bate quase à meia-noite: hora de decidir se o país quer ser uma nação próspera e livre, ou um eterno pagador de impostos para sustentar privilégios de poucos, além do desvio de verbas públicas e dos retrocessos governamentais: o Brasil ocupa um dos últimos lugares nos rankings de Liberdade de Expressão e Liberdade Econômica. Então, temos um placar bem desfavorável neste momento, e a esperança, infelizmente, está fazendo as malas, silenciada e servil a um modelo antigo de Estado Patrimonialista, que serve em primeiro lugar a si mesmo, embora fale — há décadas — em nome do povo.
Chega uma hora em que discursos e promessas não adiantam mais. A Esperança precisa de atitudes e de mudanças.
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