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A Educação está morrendo no Brasil: declínio de 87% de nossas instituições no ranking global é um reflexo disso

Números não são apenas uma questão de estatística: é encarar o futuro, ou a falta de perspectivas. O ranking global do Center for World University Rankings (CWUR) de 2026 não trouxe surpresas para quem acompanha a deterioração sistêmica da estrutura acadêmica no Brasil.

É a confirmação de uma agonia anunciada: o governo não se importa o suficiente com a nossa Educação (porque não é prioridade), das crianças aos adultos, das escolas às universidades. Houve recentes cortes drásticos nas Federais e nas verbas de pesquisa — por isso a cientista Tatiana Sampaio perdeu a patente da grandiosa descoberta da polilaminina. Falta de investimento. Ela mesma disse. Falta de “soberania nacional do conhecimento”.

FEDERAIS AGONIZAM NA OBSCURIDADE

Quando deslizamos o olhar para as principais universidades brasileiras, os números urram o que o governo insiste em sussurrar: estamos perdendo relevância. Como já sublinhamos, não é meramente “posição no ranking”, mas é sobre capacidade de produção, de inovação e, fundamentalmente, de relevância intelectual e de  futuro da nação.

Ao avaliar a lista de nossas principais instituições, o panorama é desolador, e detalha, com clareza matemática, nosso isolamento. A USP lidera as instituições de Ensino Superior do Brasil, mas na longínqua 119ª posição; é seguida pela UFRJ, que ocupa o 346º lugar, e pela Unicamp, 379º. Logo atrás, vemos a UFRGS na 476ª colocação, e a UNESP, na 479ª. O cenário de declínio prossegue com a UFMG no 508º posto, a UNIFESP no 621º, a Fiocruz no 682º, a UFSC no 732º e, fechando esse recorte tétrico da Educação brasileira, a UFPR está na 799ª posição no CWUR.

Não adianta espernear. É a realidade: a Educação agoniza no Brasil. Nunca se preocuparam com ela o quanto um país desenvolvido sabe que deve, mas a situação se agravou.

A ILUSÃO DE GRANDEZA

Há um conforto perverso em dizer que “ainda temos universidades entre as melhores do mundo”. Comodismo é a cara do Brasil histórico, infelizmente. Se analisarmos o desempenho em pesquisa na área da Educação — o motor que, em qualquer nação de Primeiro Mundo, gera riqueza, patentes e soluções tecnológicas —, a situação é de uma crueza fétida: estamos ficando para trás porque não há investimento. Pior, sobram ideologização política e evasão no âmbito educacional, em um cenário de professores mal-pagos e estruturas sucateadas.

O declínio de 87% das nossas instituições no ranking global não é um acidente de percurso: é o resultado direto de anos de asfixia orçamentária e de um distanciamento perigoso entre o que se produz dentro dos muros da academia e o que o mundo moderno demanda lá fora.

O VEREDICTO

Por outro lado, ter Educação não é apenas “ter alunos em salas de aula”. Educação é pesquisa, é laboratório, é corpo docente valorizado, é conexão com a indústria, é a capacidade de gerar perguntas que o resto do mundo ainda não fez. Quando nossas universidades despencam ladeira abaixo em desempenho mundial, elas não estão simplesmente perdendo posições: perdem talentos, e a fuga de cérebros do Brasil é real e dolorosa.  

Não há como falar em “projeto de país” ignorando rankings de Educação globais. É duro ver a USP, nossa maior referência acadêmica, fora do “Top 100 Mundial”, assim como outras instituições que deveriam ser estandartes de desenvolvimento no Brasil. Oscilamos em posições cada vez mais distantes, atestando a falência da nossa ambição intelectual e — repetindo mil vezes — de futuro nacional.

Se o Brasil não entender que a Educação é a infraestrutura que mais importa, continuaremos celebrando migalhas enquanto o mundo avança. Mas, aqui, muita gente acha motivo de orgulho ser analfabeto ou pobre. Gente que governa com caviar e oferece migalhas ao povo.

O ranking do CWUR não é o vilão: é apenas o espelho. Encaremos no reflexo um Brasil desnutrido de conhecimento e soberania internacional, cada vez mais às sombras. Não só pela pífia Educação, que é o fulcro, mas por outros setores vitais como a Economia: saímos das 10 maiores do mundo para dar lugar à Rússia em 2025.

A Educação está morrendo no Brasil. Não é alarme falso. E, com ela, esvai-se o futuro do nosso povo, sobrecarregado de escândalos como Master e INSS, e com sua maior carga tributária da série histórica. Muda, Brasil. Em 2026, podemos começar a salvar nosso futuro com nossos votos.

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