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O Tempo e o Vento: venha, 2026!

por LEILA KRÜGER

“A passagem do tempo é maravilhosamente rápida, e o homem deve olhar para trás para vê-lo; e, naquele retrospecto, ele tem todas as idades passadas em vista; mas o presente nos dá um escorregão despercebido. Vivemos apenas por um momento e, no entanto, estamos dividindo-o em infância, juventude, idade madura e velhice, todos os graus que colocamos nessa estreita bússola” (Sêneca, em Uma vida feliz). Chega perto o fim de mais um ano, um ciclo — a vida é cíclica —, um tempo. Para muitos como eu é uma época triste, de reflexões e arrependimentos e saudades. No entanto, avizinha-se 2026, e com ele muitas promessas. Ah, como gostamos de promessas, nós, pessoas que sonham! E por que, de repente, não começarmos a cumpri-las? Não todas, não perfeitamente, mas daqui para frente.

O Tempo é vento. O Tempo não é passível de negociação, o Tempo passa e vai passando, o Tempo nem sempre apaga cicatrizes. O Tempo é a grande questão da nossa vida finita. Pode-se viver muitos anos, tendo-se apenas existido; e pode-se viver poucos, de maneira que bastem, ou quase isso. Certo é que o Tempo não espera, como dizem, e o depois pode ser nunca.

Quanto mais tempo de vida, mais rápido o Tempo corre — um mistério, talvez explicado pela Teoria da Relatividade de Einstein: quanto menor a velocidade (atividade) de um corpo, mais veloz o Tempo. Assim, ontem era 2011 e eu estava na FAMECOS terminando meu mestrado. Já se foi um dos membros da minha banca. Talvez meu orientador, que esteve doente à época. Disseram adeus muitas amizades, que, mesmo tendo sido curtas, foram verdadeiras para mim. Algumas, poucas, ficaram — só as coisas bem fortes resistem ao Tempo e à Lei da Entropia que desorganiza.

Ah, se eu pudesse voltar… se eu pudesse refazer… Mas não posso. Renato Russo se foi, e não posso trazê-lo de volta. Meus avós. Algumas pessoas que conheci. Quem eu já fui. Quem eu deveria ter sido — o que era mesmo, que nunca sei? Mas, feliz e infelizmente, só tenho o agora. O aqui. O presente que é o Tempo Presente. Assim como você. Todos nós estamos sob o Tempo Chronos, o tempo humano. E ele “não vai de ré”.

Hora de repensarmos, sim, por que não. Mas hora de agora. E agora começa… agora. Não quero mais longas listas, promessas impossíveis, arrependimentos implacáveis. Apenas quero viver o que me está destinado — mas o que é o Destino, até que ponto o fiamos nós mesmos ou as três Moiras gregas? Então. Na verdade, não sabemos muito além do fato de estarmos vivos e de podermos pensar e, principalmente, sentir.

O Tempo é vento, ora brisa, ora vendaval. O Tempo não depende de nós. Mas hoje o Tempo nos estende a mão e convida: “Venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa, só a verdade que interessa, chega de maldade e ilusão; venha, o amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça, venha, que o que vem é perfeição” (Renato Russo). Venha, Tempo, venha, 2026, venha, Vida. Meu coração sempre teve pressa. Feliz 2026.

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