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Movimento cobra criação do Hino Oficial de Minas Gerais e reivindica cumprimento da Constituição Mineira à ALMG

Advogado Vinícius Leôncio defende cumprimento da Constituição estadual e resgate do legado da Inconfidência Mineira

Minas Gerais é hoje o único estado brasileiro que não possui um hino oficial, apesar de previsão constitucional que determina a criação da composição por meio de concurso público. A lacuna histórica voltou ao centro do debate após manifestação do advogado tributarista Vinícius Leôncio, que propôs a mobilização de entidades civis e culturais para cobrar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o cumprimento da Constituição estadual.

Durante entrevista ao Podcast Ordem e Voz, da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira (OCIM), Leôncio defendeu a criação de um movimento organizado para pressionar o Legislativo mineiro. “Eu queria utilizar esse espaço para iniciar um movimento. Minas Gerais não tem hino, e isso precisa ser corrigido”, afirmou.

Segundo ele, embora a canção “Oh! Minas Gerais” seja amplamente reconhecida como um hino popular do estado, ela não possui caráter oficial. A música é, na verdade, uma adaptação da valsa napolitana italiana “Vieni sul mar”, tradicional canção atribuída ao poeta Aniello Califano. A versão mineira teve letra adaptada por José Duduca de Moraes, com registro em 1942, exaltando as paisagens e a identidade cultural do estado.

Previsão constitucional ignorada há décadas

A Constituição Mineira de 1989 é clara ao atribuir à ALMG a responsabilidade pela criação do hino. O texto determina que, no prazo de cinco anos a partir da promulgação da Constituição — ou seja, até 1993 —, a Assembleia deveria promover um concurso público para escolher o Hino Oficial de Minas Gerais, cujo tema obrigatório seria a Inconfidência Mineira.

“O artigo é muito claro, e nunca foi cumprido. Desde o início do século XX essa discussão existe, foi reforçada em 1989 e simplesmente ficou esquecida”, destacou Leôncio.

Antes disso, constituições mineiras desde 1900 já mencionavam a necessidade de símbolos oficiais do estado, sem que o hino fosse formalizado.

Hino popular, mas não oficial

Embora não seja oficial, “Oh! Minas Gerais” se consolidou como um símbolo cultural. A melodia foi trazida ao Brasil por companhias teatrais italianas no final do século XIX e início do XX. Em 1910, houve uma adaptação da música por Eduardo das Neves para homenagear o encouraçado Minas Geraes, da Marinha brasileira. Décadas depois, a versão definitiva mineira ganhou força e passou a ser executada em eventos cívicos e culturais.

A canção já foi registrada como bem cultural imaterial em cidades como Juiz de Fora e interpretada por artistas de projeção internacional, como Enrico Caruso e Luciano Pavarotti, reforçando sua relevância histórica e musical.

Resgate da identidade e dos heróis mineiros

Para Vinícius Leôncio, a ausência de um hino oficial reflete uma dificuldade histórica do Brasil em valorizar seus próprios heróis. Ele destacou a importância da Inconfidência Mineira como movimento precursor da Independência do Brasil e criticou o desconhecimento popular sobre figuras como Tiradentes.

“O Brasil não cultua seus heróis. Se você perguntar na rua quem foi Tiradentes, muitos vão repetir distorções históricas. Falta educação, falta memória”, afirmou.

Leôncio defende que o hino estadual seja um instrumento de educação cívica, identidade cultural e valorização da história mineira, especialmente do papel de Minas Gerais nos ideais de liberdade e formação política do país.

Pressão institucional

O advogado, membro da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira, recebeu o apoio do grão-mestre, Sérgio Adriano, para formar uma comissão e oficiar formalmente a ALMG, cobrando o cumprimento da Constituição. “A Ordem tem visibilidade, tem legitimidade histórica. Precisamos atravessar fronteiras e dar a Minas o símbolo que ela merece”, afirmou.

A proposta reacende um debate antigo e coloca novamente sob os holofotes a responsabilidade do Legislativo mineiro em resgatar um compromisso constitucional ignorado há mais de três décadas.

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