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Vacina da UFMG pode ser a primeira 100% brasileira após suspensão do projeto do Butantan

Após o Instituto Butantan suspender o desenvolvimento da ButanVac, a vacina SpiN-Tec, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pode se tornar a primeira vacina contra a Covid-19 com tecnologia 100% brasileira. No entanto, o futuro do imunizante ainda é incerto, dependendo dos resultados da fase 2 dos testes clínicos, que devem ser divulgados nas próximas semanas.

A suspensão do desenvolvimento da ButanVac ocorreu após os resultados da fase 2 não atenderem aos critérios estabelecidos para produção de anticorpos. Embora tenha havido um aumento no número de anticorpos 28 dias após a aplicação, o resultado foi inferior à meta esperada.

De acordo com o professor Helton Santiago, diretor clínico do Centro de Tecnologias de Vacinas da UFMG, a Spin-Tec utiliza uma base proteica diferente da ButanVac, combinando a proteína do nucleocapsídeo com uma parte da proteína Spike. Isso torna a vacina capaz de gerar uma forte resposta imune celular, crucial para combater variantes do vírus.

Caso a Spin-Tec avance para a fase 3, os testes devem ocorrer no primeiro semestre de 2025, e o licenciamento para comercialização poderia ser solicitado em 2026. Até agora, os testes da fase 1 confirmaram a segurança e a ativação da resposta imune da vacina, mas os dados da fase 2, que comparará o desempenho da Spin-Tec com a vacina da Pfizer, serão fundamentais para definir seu futuro.

Apesar das incertezas, o professor Helton celebra o progresso da SpiN-Tec, que já é a primeira vacina totalmente brasileira a avançar para estágios tão avançados de pesquisa.


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