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Vacina brasileira contra Mpox está em fase final de desenvolvimento na UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está avançando com o desenvolvimento de uma vacina 100% brasileira contra a Mpox, também conhecida como Monkeypox. A coordenadora do projeto, Karine Lourenço, revelou que a vacina está em fase final de desenvolvimento e que a documentação para iniciar os testes em humanos está sendo preparada para envio à Anvisa.

Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG desde 2022, a vacina utiliza um vírus atenuado, que não causa infecção, para estimular uma resposta imune contra o vírus Monkeypox. Os pesquisadores já completaram a fase de produção em larga escala e os estudos de imunogenicidade, que avaliaram a proteção da vacina contra o vírus.

A nova vacina, chamada MVA, é projetada para gerar uma resposta imunológica eficaz sem causar adoecimento. Atualmente, há duas vacinas no mercado contra a Mpox: Jynneos e ACAM 2000. A Jynneos é produzida a partir de um vírus atenuado, mas está disponível apenas por uma única farmacêutica. A ACAM 2000, por outro lado, usa um vírus não atenuado e não é recomendada para pacientes imunossuprimidos.

De acordo com o médico infectologista Victor Bertollo, a produção das vacinas existentes é limitada devido à sua derivação da vacina contra a varíola, erradicada na década de 80. A estratégia do Ministério da Saúde para trazer vacinas ao Brasil em 2022 não garantiu a disponibilidade contínua.

A Mpox, detectada pela primeira vez em humanos em 1970, é endêmica em países da África Central e Ocidental. Seus principais sintomas incluem erupções na pele, febre, dores no corpo e fraqueza. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com secreções respiratórias ou lesões de pacientes infectados.


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