A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta segunda-feira (24), a Operação Forasteiros, resultando na prisão de cinco servidores da Prefeitura de Caratinga, no Vale do Rio Doce, por suspeita de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. A investigação aponta que a quadrilha se infiltrou no alto escalão da administração municipal para direcionar contratos e beneficiar grupos específicos.
Além dos cinco mandados de prisão temporária, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Caratinga, Ubaporanga, Ipatinga, Santana do Paraíso, Belo Horizonte, Mateus Leme, Betim e Juatuba. Entre os detidos estão um assessor executivo e uma secretária municipal, além de três representantes de entidades envolvidas nos processos licitatórios suspeitos.
Como funcionava o esquema
De acordo com o delegado Luiz Eduardo Moura Gomes, o líder da quadrilha foi nomeado para a equipe de transição do governo e, posteriormente, assumiu o cargo de assessor executivo. A partir disso, ele indicou outros investigados para funções estratégicas na prefeitura, garantindo o direcionamento de contratações.
As investigações identificaram dois grandes contratos fraudulentos, totalizando mais de R$ 38,5 milhões. O primeiro, no valor de quase R$ 18 milhões, foi realizado de forma irregular por meio de concurso de projetos, ao invés de um processo de pregão ou concorrência pública. Nesse certame, duas das três OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) participantes pertenciam ao mesmo grupo familiar, eliminando qualquer competição.
O segundo contrato, referente ao transporte escolar, previa um valor inicial de R$ 1,7 milhão, que foi posteriormente elevado para R$ 20,5 milhões. Para justificar a dispensa de licitação, uma secretária municipal teria declarado uma falsa situação de emergência.
A operação envolveu cerca de 80 policiais civis e contou com apoio de delegacias de Inhapim, Ipanema e Ipatinga, além dos departamentos estaduais de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e de Operações Especiais (Deoesp). A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema fraudulento.
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