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Censo revela avanço evangélico e queda do catolicismo em Minas; três cidades já têm maioria evangélica

Alto Caparaó, São Félix de Minas e Cuparaque superam 50% de evangélicos; Fronteira lidera entre os sem religião


A mais recente divulgação do Censo 2022 – Religiões: Resultados preliminares da amostra, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou uma mudança significativa no cenário religioso de Minas Gerais. Três municípios do estado ultrapassaram a marca de 50% da população evangélica: Alto Caparaó (63%), São Félix de Minas (52,1%) e Cuparaque (50,3%).

Com esses dados, as três cidades mineiras se destacam nacionalmente — Alto Caparaó, por exemplo, figura entre os 10 municípios brasileiros com maior concentração evangélica.

📉 Catolicismo em queda no estado

O levantamento também mostrou que o número de católicos em Minas Gerais vem encolhendo: em 2010, eles representavam 70,4% da população, número que caiu para 63,5% em 2022 — o equivalente a 11,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais. No mesmo período, os evangélicos cresceram de 19,5% para 24,8%, somando 4,5 milhões de fiéis.

Nacionalmente, a tendência é semelhante: os evangélicos passaram de 21,6% em 2010 para 26,8% em 2022.

🙏 Sem religião: Fronteira lidera em Minas

Outro dado relevante apontado pelo Censo foi o crescimento do grupo que não possui religião, que saltou de 5,1% para 5,7% da população mineira. Isso corresponde a 1 milhão de pessoas no estado. A cidade com maior proporção desse grupo é Fronteira, no Triângulo Mineiro, onde 18,6% da população se declara sem religião. Outras cidades que se destacaram nesse aspecto foram Periquito (17,5%) e Salto da Divisa (16,4%).

🎙️ Especialista: pluralidade e desencanto explicam mudança

Para o professor Robson Sávio, do Departamento de Ciências da Religião da PUC Minas, o crescimento dos que não se identificam com nenhuma fé institucional é reflexo de uma sociedade cada vez mais plural e democrática, onde há liberdade de expressão e culto.

“Muitas dessas pessoas não são ateias ou agnósticas, mas têm fé e espiritualidade sem querer se vincular a uma igreja ou tradição específica”, explicou o docente.

Ele destaca que o vínculo religioso está deixando de ser um critério importante de inserção social nas sociedades modernas e urbanizadas.


🔎 Outros dados do Censo religioso em Minas:

  • Espíritas: 390,3 mil pessoas (2,2%)
  • Outras religiosidades: 584,6 mil pessoas (3,2%)
  • Umbanda e Candomblé: 0,5%
  • Tradições Indígenas: 0,02%
  • Não sabe ou não declarou: 0,11% combinados

As mudanças indicadas pelo Censo refletem uma transformação religiosa em curso em Minas Gerais e no Brasil, marcada por crescimento evangélico, redução do catolicismo tradicional e ascensão de perfis espirituais não institucionalizados, tendência que especialistas acreditam que deve se acentuar nos próximos anos.

Leia mais: Censo revela avanço evangélico e queda do catolicismo em Minas; três cidades já têm maioria evangélica

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