Um diamante bruto de mais de 600 quilates, avaliado em cerca de R$ 16 milhões e considerado o segundo maior já encontrado no Brasil, está no centro de uma batalha judicial e de investigações da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais. A pedra preciosa, apreendida no fim de agosto, teria sido extraída em Coromandel, no Alto Paranaíba, mas há denúncias de que sua origem verdadeira seria Araguari — hipótese que levantou suspeitas de fraude ou furto no setor.
Segundo a PF, a apreensão aconteceu no dia 27 de agosto, quando documentos para emissão do Certificado do Processo Kimberley (CPK) — obrigatório para exportação de diamantes — apresentaram inconsistências. O comprador, o empresário Oswaldo Borges da Costa Neto, havia solicitado o certificado para venda internacional.
Garimpeiros contestam suspeitas
Garimpeiros e autoridades de Coromandel afirmam que o diamante foi encontrado em maio deste ano na região e que há provas e testemunhas confirmando a extração local. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o garimpeiro que diz ter retirado a pedra de rejeitos do maquinário e arremessado para fora, fato que se tornou um evento comemorado na cidade.
Já denúncias recebidas pela PF indicam que a Carbono Mineração, de Araguari, poderia ser a real extratora. Por outro lado, registros na Agência Nacional de Mineração (ANM) apontam a Diadel Mineração, de Coromandel, como detentora dos direitos de lavra. A discrepância levou a PF a reter a pedra e aprofundar as investigações.
Certificação rígida
De acordo com o geólogo Daniel Fernandes, especialista em pedras preciosas, a exportação de diamantes só é possível com a comprovação de origem legal — mineradora licenciada, guias de utilização, licenças ambientais e inscrição no Cadastro Nacional de Comércio de Diamantes. Ele explica que cada região do Brasil possui características morfológicas próprias nos diamantes, o que pode ajudar a identificar a procedência real.
“A origem de um lote pode ser identificada pela morfologia e inclusões típicas de cada local”, afirma o geólogo.
O que dizem os envolvidos
A Carbono Mineração informou que não comenta casos sob investigação. A Prefeitura de Coromandel disse que não foi notificada oficialmente para integrar o inquérito. A Diadel Mineração e a Prefeitura de Araguari não responderam aos pedidos de posicionamento. A ANM confirmou que presta apoio técnico à PF, mas não comenta casos específicos. O comprador Oswaldo Borges da Costa Neto não foi localizado pela reportagem.
Enquanto isso, o diamante permanece sob custódia federal até que a análise seja concluída e a Justiça defina quem tem direito sobre a pedra milionária.
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