A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, apontou alta de 0,25% na Região Metropolitana de Belo Horizonte em setembro — um resultado que acompanha a tendência nacional de elevação dos preços. Em agosto, havia sido registrada deflação de –0,23% na Grande BH.
No âmbito nacional, o índice subiu 0,48% no mês, revertendo a queda de agosto (–0,14%).
Habitação: impacto da energia elétrica
O principal motor da alta de preços foi o grupo Habitação, que avançou 3,88% na região metropolitana (medida local), enquanto em âmbito nacional o grupo subiu 3,31%. O motivo central: o reajuste das tarifas de energia elétrica residencial. Em Belo Horizonte e região, o custo da energia subiu cerca de 10,41% no mês, revertendo a queda de –5,46% registrada em agosto.
Esse efeito se relaciona ao fim do desconto médio de R$ 11,59, concedido via “bônus Itaipu”, que havia sido incorporado às contas em agosto; além disso, voltou a vigorar a bandeira vermelha patamar 2, com cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
No país, a energia residencial subiu 12,17% no mês, pressionando fortemente o grupo habitação no cálculo do IPCA-15.
Outros grupos: quedas e altas
- Alimentação e bebidas (região metropolitana) registrou deflação de 0,41% em setembro, embora a desaceleração da queda tenha sido observada (em agosto, a variação negativa foi de 0,80%).
- Entre os alimentos, o tomate teve queda expressiva (–15,11%) no mês, embora acumule alta de 32,67% nos últimos 12 meses; o mamão caiu 13,76%, mas acumula queda no acumulado anual.
- Também apresentaram variação negativa: Transportes (–0,25%) — puxado pelo recuo em passagens aéreas e nos seguros de veículos —, Comunicação (–0,08%) e Artigos de residência (–0,16%) no âmbito nacional.
- Por outro lado, os grupos Vestuário (0,97 %), Saúde e cuidados pessoais (0,36 %), Despesas pessoais (0,20 %) e Educação (0,03 %) registraram elevações nacionais.
Acumulados e expectativas
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 em Belo Horizonte registrou alta de 5,3% (ou aproximadamente 5,32% no âmbito nacional), com o grupo habitação acumulando aumento de cerca de 8,68% — grande parte desse avanço puxado pela energia elétrica, que subiu quase 14,7% no período. (Cálculos compatíveis com os dados nacionais)
Dentro de Minas Gerais e na região metropolitana, esse cenário reflete a combinação entre reajustes tarifários, políticas de subsídio anteriores às contas de luz e pressionamento sobre o custo de vida das famílias.
Especialistas já indicam que esse movimento de elevação pode ser transitório, sobretudo por conta do efeito base (comparação com agosto, que teve queda expressiva).
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