O deputado estadual Alencar da Silveira Jr. (PDT) formalizou nesta quarta-feira (26/11) sua renúncia ao mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), abrindo caminho para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). A decisão foi comunicada durante uma reunião extraordinária no Plenário pela manhã.
Alencar informou que deixará a Casa no dia 1º de dezembro. “Minha vida pública tem 37 anos, com dez mandatos, dois de vereador e oito aqui, na ALMG — onde convivi com mais de 300 deputados ao longo de 31 anos”, declarou. Emocionado, ele agradeceu colegas e a mesa diretora, recordando sua trajetória política.
Com a saída de Alencar, a vaga será ocupada pelo suplente Carlos Pimenta (PDT), que já exerceu sete mandatos como deputado estadual.
Da ALMG ao TCE: transição e novos desafios
Alencar da Silveira Jr. foi eleito conselheiro do TCE-MG em agosto, por unanimidade — recebeu 65 votos dos deputados presentes à sessão. Sua nomeação foi anunciada em outubro, para preencher vaga deixada por ex-conselheiro. Até o momento, a data oficial de posse ainda não foi publicada. Com a eleição ao TCE, tornou-se incompatível manter o mandato de deputado, o que motivou sua renúncia.
Na ALMG, ele ocupava atualmente a função de 2º secretário da Mesa Diretora, após oito mandatos. A transição para o TCE representa um movimento comum no Legislativo mineiro, em que parlamentares de longa data assumem cargos de controle externo.
Protestos e impasses recentes
A renúncia de Alencar junto ao TCE ocorre em meio a críticas de servidores da Copasa, estatal de saneamento de Minas Gerais, que acompanham a sessão no Plenário. Eles protestavam contra a aprovação da PEC do Referendo — que, entre outros pontos, altera regras de privatização e elimina a exigência de referendo popular para a venda da companhia. Alencar havia votado a favor da PEC, o que provocou vaias dos manifestantes.
Em discurso, ele disse que, como futuro conselheiro do TCE, pretende acompanhar de perto a situação da Copasa, prometendo “melhorias estruturais” — citando o bairro Várzea das Flores como prioridade. Segundo ele, o TCE terá um olhar atento sobre as possíveis mudanças na estatal.
Impactos e novo ciclo institucional
Com a troca de cadeiras, a ALMG continua sua composição usual, agora com Carlos Pimenta assumindo o mandado. Para o TCE-MG, a chegada de Alencar reforça o perfil político-institucional do tribunal, que frequentemente recebe conselheiros oriundos da vida parlamentar.
Analistas observam que essa transição evidencia o fluxo entre Legislativo e órgãos de controle, o que para alguns representa risco à independência institucional; para outros, a consolidação de experiências. No momento, a expectativa se volta para a publicação da data de posse no TCE, além da adaptação de Carlos Pimenta à nova função na ALMG.
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