O presidente do Conselho de Administração da Copasa, Hamilton Amadeo, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (12), poucas horas após virem a público detalhes de uma delação premiada em que ele teria admitido participação em um esquema de pagamento de propina quando era CEO da Aegea Saneamento.
A saída foi comunicada aos acionistas por meio de fato relevante divulgado pela companhia mineira de saneamento. Segundo a Copasa, o pedido de renúncia teve efeito imediato.
Delação no STJ
De acordo com reportagem publicada pelo portal UOL, Amadeo figura como delator em investigação que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele teria confessado que coordenou pagamentos ilícitos a agentes políticos entre 2010 e 2018, período em que comandava a Aegea.
O esquema, ainda segundo a apuração, estaria relacionado a contratos de concessão de serviços de água e esgoto em diferentes estados brasileiros. As movimentações ilícitas teriam alcançado ao menos R$ 63 milhões.
As negociações envolveriam repasses em dinheiro vivo, contratos fictícios, aquisição de imóveis e compra de veículos de luxo. Executivos e colaboradores ligados à Aegea também teriam confirmado a existência do conluio em pelo menos seis estados e cerca de 20 municípios.
Nota da Copasa
Em comunicado, a Copasa ressaltou que os fatos relatados dizem respeito exclusivamente à trajetória profissional anterior de Amadeo e não teriam qualquer relação com sua atuação na estatal mineira.
“A companhia informa que recebeu pedido de renúncia como membro do conselho, com efeito imediato. Os fatos reportados pela imprensa referem-se estritamente à trajetória profissional anterior do executivo, sem qualquer vínculo com sua atuação na Copasa ou com a integridade das operações desta instituição”, diz a nota.
A empresa não informou quem assumirá interinamente a presidência do Conselho até a indicação de um substituto.
Contexto e repercussão
A Aegea é uma das maiores companhias privadas de saneamento do país, com dezenas de contratos de concessão espalhados pelo Brasil. O setor passou por forte expansão após o novo marco legal do saneamento, aprovado em 2020, que ampliou a participação da iniciativa privada.
O caso pode ter desdobramentos judiciais e administrativos, dependendo da homologação e do andamento dos acordos de colaboração firmados no STJ. Até o momento, Hamilton Amadeo não se manifestou publicamente sobre o teor da delação. O espaço permanece aberto para posicionamento do executivo.
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