A falta de leitos hospitalares e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) atinge 63,6% dos municípios de Minas Gerais, segundo pesquisa inédita do instituto DATATEMPO apresentada durante a 2ª Jornada Mineira da Saúde, promovida pela Frente Mineira de Prefeitos. O levantamento ouviu secretários municipais de saúde e traçou um panorama da situação do SUS no estado.
De acordo com o estudo, a maioria das cidades mineiras não possui leitos próprios para internação ou UTI, o que obriga pacientes a dependerem de vagas em outras localidades.
Entre os municípios sem estrutura hospitalar:
- 59,2% classificam a oferta de vagas como insuficiente ou muito insuficiente.
- Mesmo nas cidades com leitos disponíveis, 50% dos gestores afirmam que a oferta é insuficiente, enquanto 3,6% consideram muito insuficiente.
Segundo relatos incluídos na pesquisa, a escassez de leitos faz com que pacientes permaneçam por longos períodos em unidades de pronto atendimento (UPAs), elevando custos municipais e atrasando o tratamento.
“A fila anda devagar, o leito não aparece e, enquanto isso, o município segura paciente em UPA, assume custo que não é seu e responde sozinho à Justiça”, relatou um dos secretários entrevistados.
Problemas também atingem atenção básica
A pesquisa aponta que os desafios não se limitam às internações hospitalares. Entre os secretários entrevistados:
- 61% afirmam que a cobertura da Estratégia Saúde da Família chega a cerca de 90% da população.
- 46,8% relatam faltas pontuais de medicamentos.
- 22,1% apontam falta recorrente de remédios.
- 33,8% confirmam filas significativas para consultas e exames.
Debate sobre redução de leitos no país
O cenário de escassez ocorre em meio ao debate nacional sobre a oferta de leitos no Sistema Único de Saúde. Levantamento do Instituto Teotônio Vilela indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduziu mais de 2.800 leitos psiquiátricos, obstétricos e pediátricos entre 2023 e 2025, com base em dados do Datasus e do IBGE.
Segundo o estudo:
- Foram fechados 1.885 leitos psiquiátricos
- 679 leitos obstétricos
- 302 leitos pediátricos
Também houve queda de 30,6% na abertura de novos leitos em comparação com os três primeiros anos do governo anterior.
Governo federal contesta números
O Ministério da Saúde afirma que o número total de leitos do SUS aumentou em 10.057 unidades entre 2022 e 2025, passando de 350 mil para mais de 360 mil.
Segundo a pasta, o crescimento ajudou a ampliar a capacidade de atendimento e permitiu recorde de 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, além de investimentos em maternidades, saúde mental e leitos neonatais.
O ministério afirma ainda que a redução em algumas especialidades está ligada a mudanças estruturais do sistema, como a reforma psiquiátrica, a redução do tempo de internação e a queda da taxa de natalidade.
Pressão sobre os municípios
Para os gestores municipais mineiros, porém, a realidade diária é marcada pela dificuldade de acesso a vagas hospitalares, especialmente para pacientes graves que necessitam de UTI.
O levantamento reforça o diagnóstico já apontado por especialistas: a falta de leitos é um dos principais gargalos do SUS em Minas Gerais, afetando diretamente o atendimento nas UPAs e hospitais regionais.
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