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Policial militar é preso em BH por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico e compra de BMW de luxo


Um policial militar de 44 anos foi preso nesta segunda-feira (18) na capital mineira sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. O 1º sargento, cujo nome não foi divulgado, é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, ele teria utilizado valores ilícitos para comprar uma BMW avaliada em R$ 245 mil, posteriormente trocada por um veículo da marca Chevrolet.

A prisão foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a 9ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, após a coleta de provas que apontam movimentações financeiras incompatíveis com a remuneração do militar, que gira em torno de R$ 9 mil mensais.

Esquema de lavagem

De acordo com documentos obtidos pela Itatiaia, o sargento usava contas bancárias em nome de terceiros para disfarçar a origem ilícita do dinheiro. Parte desses recursos vinha de uma distribuidora de bebidas localizada no bairro Manacás, na Pampulha, que seria utilizada como fachada para operações ligadas ao tráfico de drogas. Além disso, parte do dinheiro era convertida em criptomoedas, dificultando o rastreamento.
O titular da conta usada no esquema confessou às autoridades que recebia depósitos a mando do policial.

Padrão de vida incompatível

Além da compra da BMW, a investigação apontou que o policial mantinha um padrão de vida incompatível com sua renda declarada, incluindo gastos acima da média e movimentações financeiras que também envolveriam seu filho, supostamente usado para mascarar transações.

Decisão judicial

O juiz André de Mourão Motta, ao decretar a prisão preventiva, destacou a gravidade do caso e o impacto institucional da conduta.

“A manutenção do investigado em liberdade, nesse contexto, potencializa a continuidade delitiva, favorece a circulação de proveitos ilícitos e corrói a credibilidade institucional”, escreveu o magistrado.
Segundo ele, o policial teria atuado como um “infiltrado” dentro da corporação, valendo-se do prestígio da farda para beneficiar organizações criminosas.

Próximos passos

O sargento foi conduzido ao sistema prisional e deve responder a um processo administrativo disciplinar dentro da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que já confirmou acompanhar o caso. Em nota, a instituição reforçou que não compactua com desvios de conduta e que “atua com rigor na apuração de práticas ilícitas que envolvam seus integrantes”.

O Ministério Público de Minas Gerais deve oferecer denúncia formal nos próximos dias. Se condenado, o militar pode perder a função pública e cumprir pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Leia mais: Policial militar é preso em BH por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico e compra de BMW de luxo

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