O Partido Novo reagiu com críticas ao pedido do ministro Gilmar Mendes para incluir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no chamado inquérito das fake news. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (20), após a notícia-crime ser encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicações nas redes sociais, a legenda classificou a iniciativa como ilegal e criticou a condução do inquérito, que está em andamento desde 2019.
“O pedido é claramente ilegal e persecutório”, afirmou o partido em nota.
Reação política e escalada de críticas
O Novo também sugeriu que a medida estaria relacionada ao cenário eleitoral, ao destacar que Zema é pré-candidato à Presidência da República. Em outra publicação, o partido afirmou que, em um ambiente institucional diferente, o caso não teria o mesmo tratamento.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) também se manifestou, classificando o episódio como desproporcional e reforçando críticas à atuação do STF.
“Reação ao vídeo satírico é desproporcional e levanta debate sobre liberdade de expressão”, disse o parlamentar.
Entenda o caso
A solicitação de Gilmar Mendes tem como base um vídeo publicado por Zema nas redes sociais. O conteúdo, produzido com uso de inteligência artificial, mostra representações dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes em formato de sátira.
Na gravação, personagens simulam uma conversa sobre decisões relacionadas à CPI do Crime Organizado. Na notícia-crime, Gilmar Mendes argumenta que o material teria atingido a honra e a imagem da Corte, além de classificar o conteúdo como “deepfake”.
O ministro também apontou que o vídeo poderia ter como objetivo promover politicamente o ex-governador mineiro.
Contexto de tensão entre Zema e STF
O episódio ocorre em meio a uma sequência de críticas públicas feitas por Romeu Zema a integrantes do STF. Nos últimos meses, o político tem adotado um discurso mais incisivo contra ministros da Corte, chegando a se referir a eles como “intocáveis” e defendendo medidas como impeachment.
A troca de declarações evidencia o aumento da tensão entre setores políticos e o Judiciário, especialmente em um cenário pré-eleitoral.
Debate sobre limites e liberdade de expressão
O caso reacende discussões sobre os limites entre liberdade de expressão, sátira política e possíveis violações legais no ambiente digital. Especialistas apontam que o uso de inteligência artificial em conteúdos políticos deve ampliar esse debate nos próximos anos.
“Uso de deepfake em conteúdo político coloca novos desafios para a Justiça e para o debate público.”
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