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Gilmar Mendes defende continuidade do Inquérito das Fake News até eleições e cita ataques ao STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu publicamente a manutenção do chamado Inquérito das Fake News pelo menos até o período eleitoral. Em entrevistas concedidas nesta quarta-feira (22), o decano da Corte argumentou que a investigação ainda cumpre papel institucional relevante diante de ataques direcionados ao Judiciário.

Em conversa com a jornalista Renata Lo Prete, o ministro afirmou que o Supremo tem sido alvo constante de críticas e ataques, o que, segundo ele, justifica a continuidade das apurações.

“O inquérito continua necessário. Ele vai acabar quando terminar. O Supremo tem sido vilipendiado”, declarou.


Críticas a ataques e tensão entre poderes

Ao justificar sua posição, Gilmar Mendes mencionou episódios recentes envolvendo o Congresso Nacional. Ele criticou declarações de parlamentares e integrantes de comissões que, em sua avaliação, estariam direcionando acusações ao STF sem foco nos responsáveis por crimes investigados.

“Isso pode ser deixado assim? Acho que não”, afirmou, ao comentar críticas feitas à Corte no âmbito de investigações parlamentares.

As declarações evidenciam o atual cenário de tensão entre Poderes, especialmente em meio ao avanço de pautas sensíveis e ao ambiente pré-eleitoral.


Caso envolvendo Romeu Zema

Na semana anterior, Gilmar Mendes encaminhou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução do inquérito, solicitando a análise da inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na investigação.

O pedido foi motivado por um vídeo de caráter satírico publicado por Zema nas redes sociais. A solicitação foi encaminhada por Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá avaliar os desdobramentos do caso.

“Caso envolvendo Zema amplia alcance político do inquérito em meio à pré-campanha presidencial.”


Investigação se estende desde 2019

O Inquérito das Fake News foi instaurado em março de 2019 por decisão do então presidente do STF, Dias Toffoli, com o objetivo de apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte.

Desde então, a investigação é conduzida por Alexandre de Moraes e já dura sete anos. Ao longo desse período, o procedimento tem sido alvo de questionamentos por parte de juristas e analistas, especialmente quanto à sua abertura de ofício, sem provocação inicial da Procuradoria-Geral da República.


Perspectiva de continuidade até 2027

Apesar das críticas, Gilmar Mendes reforçou que considera legítima a manutenção do inquérito, ao menos até a conclusão do processo eleitoral. Já o ministro Alexandre de Moraes sinalizou a possibilidade de estender a investigação até 2027, o que mantém o tema no centro do debate político e jurídico no país.

“Investigação que começou em 2019 pode se estender por quase uma década no STF.”

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