A concessionária de carros de luxo localizada na Avenida Barão Homem de Melo, no bairro Nova Granada, Região Oeste de Belo Horizonte, está sendo investigada por suspeita de estelionato após surgir uma segunda denúncia formal. Desta vez, um cliente afirma ter sofrido um prejuízo de R$ 950 mil. Com esse caso, as perdas relatadas por diversos compradores já ultrapassam os R$ 30 milhões.
No último sábado (7), outro cliente registrou ocorrência alegando ter sido lesado em R$ 159 mil, além de acusar o proprietário da loja de ameaças por telefone e de exigir mais R$ 260 mil, supostamente para quitar um “acordo com um agiota”. O principal suspeito, proprietário da empresa, de 42 anos, já foi citado em ambos os episódios. A Polícia Civil investiga as denúncias e tentará identificar outros prováveis crimes e lesados.
Contexto de golpes em concessionárias
Casos semelhantes vêm ganhando força em Belo Horizonte e região. Investigações da Polícia Civil apontam que, em situações como a da loja investigada atualmente, clientes que vendem veículos em consignação deixam seus carros — frequentemente de marcas como BMW, Porsche e Range Rover — sem receber o valor acordado. Algumas vítimas receberam cheques sem fundos ou pagamentos parciais, enquanto compradores não tiveram acesso à documentação dos veículos.
Em muitos casos, a concessionária fechou repentinamente e alegou reestruturação operacional, enquanto os clientes criaram perfis nas redes sociais (como “Vítimas da Prime Veículos BH”) para expor suas histórias.
A Polícia Civil instaurou inquéritos nas delegacias de Furto e Roubo de Veículos e de Fraudes, e já são mais de 50 processos judiciais em andamento contra a empresa e seus sócios.
Investigação atual
A concessionária investigada nesta semana ainda não tem o nome divulgado publicamente, mas testemunhas relatam semelhanças com os casos anteriores: promessas de venda transparente, prazos não cumpridos, documentação retida e o uso de cheque pré-datado ou transferência parcial como garantia, que nunca se cumpria. A quantia de R$ 30 milhões em prejuízos acumulados sugere clientes fortemente lesados, incluindo pessoas físicas e jurídicas.
As autoridades estão avaliando a atuação do advogado que representou os compradores, assim como eventuais envolvimentos de agiotas, frente às versões de exigência de “quitação compulsória” para liberação dos bens ou documentos.
O crime de estelionato, por meio de fraude ou promessa falsa, pode gerar pena de reclusão de até 5 anos, além de multa. No entanto, quando envolve organização criminosa e valores vultosos, a condução da investigação pode evoluir para desdobramentos como lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As vítimas estão sendo orientadas pela Polícia Civil a formalizarem boletins de ocorrência e a apresentarem documentos, como comprovantes de pagamento, cheques e contratos, para subsidiar a investigação. A consulta ao histórico de processos, como os já registrados, pode facilitar a identificação de padrões e responsáveis.
Leia mais: Concessionária de luxo em BH é alvo de segunda denúncia por golpe milionário- Livro sobre proteção patrimonial feminina é lançado em Belo Horizonte e destaca combate a violência silenciosa
- Minas Gerais terá quarta-feira (29) de tempo seco, calor à tarde e sem previsão de frio
- Cruzeiro vence Boca Juniors no Mineirão e assume liderança do grupo na Libertadores
- Belo Horizonte recebe consulado honorário do Paraguai e reforça laços econômicos e diplomáticos
- A PANDEMIA DE CRISTOFOBIA
Acidente Assassinato Belo Horizonte Betim BR-040 BR-251 BR-262 BR-365 BR-381 Contagem Corpo de Bombeiros Crime Cruzeiro Divinópolis Governador Valadares Grande BH Ibirité Ipatinga Itabira João Monlevade Juiz de Fora Lula Minas Gerais Montes Claros Nova Lima Patos de Minas Polícia Civil Polícia Federal Polícia Militar Polícia Militar Rodoviária Polícia Rodoviária Federal Pouso Alegre Previsão do Tempo Ribeirão das Neves Sabará Samu Santa Luzia Sete Lagoas Triângulo Mineiro Tráfico Uberaba Uberlândia Vale do Rio Doce Vespasiano Zona da Mata mineira




