Dois empresários foram presos em flagrante em Belo Horizonte ao tentarem sacar R$ 2,2 milhões provenientes de um ataque cibernético milionário contra uma agência bancária em Belém, no Pará. A operação, conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), revelou o envolvimento de diversas pessoas espalhadas pelo país em um esquema que desviou cerca de R$ 107 milhões do banco.
Segundo as investigações, os criminosos se infiltraram no sistema eletrônico da instituição financeira e conseguiram capturar senhas de clientes. O golpe contou com a participação de um funcionário do banco, gerente da agência, que também foi preso por colaborar com o grupo criminoso. O esquema teve origem na cidade de Santa Inês, no Maranhão.
R$ 35 milhões em Minas Gerais
Do valor total desviado, aproximadamente R$ 35 milhões foram pulverizados em 21 contas bancárias em Minas Gerais. Foi nesse contexto que os empresários, de 24 e 28 anos, tentaram movimentar os R$ 2,2 milhões. Funcionários da agência bancária em Belo Horizonte estranharam a operação e acionaram a polícia, que efetuou a prisão da dupla.
Para tentar justificar o valor milionário, os suspeitos apresentaram um contrato de compra e venda de imóvel, que, segundo fontes ouvidas pela Itatiaia, teria sido redigido com o auxílio da inteligência artificial ChatGPT, numa tentativa de dar aparência legítima à transação.
Apreensões e bloqueios
Na operação realizada pela PCMG na última quinta-feira (3), foram apreendidos R$ 1.564 em dinheiro vivo, dois celulares e um veículo usado pelos investigados. Além disso, cerca de R$ 2 milhões foram bloqueados em contas bancárias ligadas aos suspeitos.
O delegado Anderson Resende Kopke, responsável pelo caso, explicou que os presos vão responder pelos crimes de furto qualificado, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. “Os nossos investigados foram presos pela participação do furto na agência bancária, o furto qualificado, pela lavagem de dinheiro e pela falsificação do documento”, disse o delegado.
Possível conexão com outro megagolpe
A PCMG também investiga se o ataque ao banco paraense está ligado ao crime que desviou cerca de R$ 500 milhões de cofres virtuais de instituições financeiras brasileiras, num outro caso que ficou conhecido pelo envolvimento de hackers sofisticados e empresas de tecnologia. “A possibilidade existe porque a forma de agir foi muito semelhante, mas a gente não tem como afirmar nesse momento”, esclareceu Kopke.
As investigações seguem para identificar outros integrantes do esquema e recuperar o máximo possível dos valores desviados.
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