A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o homem apontado como líder de uma quadrilha especializada em aplicar golpes milionários em empresas do setor agroindustrial no Sul do estado. O suspeito, de 42 anos, foi localizado no bairro São Geraldo, em Pouso Alegre, durante operação deflagrada para combater o crime.
Com ele e outros integrantes do grupo, os policiais recuperaram tratores, implementos agrícolas e maquinário pesado, avaliados em aproximadamente R$ 5 milhões, que estavam distribuídos em propriedades rurais e galpões em Pouso Alegre, Bueno Brandão e Bom Repouso.
De acordo com as investigações, a quadrilha atuava de forma sofisticada: se passava por compradores do setor rural, usava documentos falsos em nome de terceiros e efetuava compras apresentando cheques sem fundo.
“As máquinas eram entregues aos poucos, mas o pagamento nunca era concluído. As empresas só percebiam que haviam sido enganadas após a entrega de todo o maquinário, quando tentavam receber os valores”, explicou a Polícia Civil em nota oficial.
A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de contas bancárias dos suspeitos, numa tentativa de recuperar parte do prejuízo causado aos empresários vítimas dos golpes.
Cresce golpe contra o agronegócio
Casos como este têm se tornado cada vez mais comuns no Brasil. Dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira de Proteção ao Crédito (ABPC) indicam que fraudes contra empresas do agronegócio cresceram cerca de 28% em 2023, em comparação com o ano anterior. Golpes com documentos falsos, cheques sem fundos e fraudes digitais lideram o ranking de crimes contra o setor.
“Golpistas estão cada vez mais sofisticados e sabem que o agro movimenta valores altos, com vendas que, muitas vezes, são acertadas rapidamente, o que aumenta o risco”, explica Eduardo Fleury, consultor em segurança corporativa, ouvido pelo portal Canal Rural.
Para a polícia, o caso em Minas evidencia a necessidade de maior cautela por parte das empresas rurais na checagem de compradores e na adoção de sistemas de segurança antifraude.
“É fundamental conferir antecedentes, documentos e utilizar ferramentas de análise de crédito antes de liberar bens de alto valor, especialmente em negociações que envolvam pagamento parcelado ou cheques”, orienta Fleury.
As investigações continuam para localizar outros integrantes da quadrilha que seguem foragidos. A Polícia Civil acredita que mais vítimas podem surgir à medida que o caso avança.
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