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Detento que matou agente com a própria arma é transferido para presídio de segurança máxima no Norte de MG; caso gerou comoção e revolta entre servidores da segurança pública

🚨 Assassinato de policial penal em hospital expõe falhas graves na escolta prisional em Minas Gerais

O detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24 anos, acusado de assassinar o policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, de 42 anos, durante uma escolta hospitalar, foi transferido nesta terça-feira (5) para a Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado, mas o motivo da mudança ainda não foi esclarecido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp).

Shaylon já possui um extenso histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas, furto, posse ilegal de arma de fogo e homicídio desde 2018. Sua prisão ocorreu no último domingo (3), horas após ele fugir do Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, onde estava internado há três dias sob escolta.

O crime chocou a sociedade e acendeu o alerta para falhas graves nos protocolos de segurança durante escoltas hospitalares.


🔫 O assassinato

Segundo a Sejusp, Euler Oliveira foi morto por volta das 2h40 da madrugada de domingo (3), dentro do banheiro do hospital. Shaylon pediu para ir ao sanitário, e lá entrou em luta corporal com o agente, tomou sua arma e efetuou dois disparos, um na nuca e outro no tórax. Após o assassinato, vestiu a farda do policial penal e enganou os funcionários do hospital, saindo tranquilamente pela porta da frente. Em seguida, fugiu em um carro de aplicativo.

Poucas horas depois, foi localizado e preso por militares do Tático Móvel do 22º Batalhão, ainda com as armas da vítima. Ele foi encaminhado à 2ª Central Estadual do Plantão Digital, onde os procedimentos legais foram formalizados.


❌ Falha grave de segurança: dupla foi rompida

Conforme nota da Sejusp, a escolta de Shaylon deveria ser realizada por dois agentes, conforme protocolo interno. Contudo, a apuração inicial aponta que o colega de trabalho de Euler abandonou o posto sem qualquer comunicação prévia, deixando o policial sozinho com o preso.

“O servidor está sendo formalmente investigado, não retornou ao trabalho e não se apresentou para prestar esclarecimentos”, informou a Sejusp.

O abandono da função pode ter sido determinante para o desfecho fatal. A corregedoria da Polícia Penal acompanha o caso, e sindicância foi instaurada.


⚰️ Homenagens e comoção

Euler foi sepultado na manhã de segunda-feira (4), no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Justinópolis, na Região Metropolitana de BH. Familiares, amigos e colegas de farda prestaram homenagens com honras militares. A cerimônia foi marcada por forte comoção, e o tradicional salva de tiros foi realizada como último ato de respeito ao servidor.

Euler era um profissional experiente e respeitado pelos colegas. O crime abalou a categoria, que cobra melhorias estruturais, valorização profissional e reforço nas escoltas hospitalares, que têm se tornado mais frequentes nos últimos anos.


🏥 Posicionamento do Hospital Luxemburgo

Em nota, o Hospital Luxemburgo lamentou profundamente o ocorrido e garantiu que nenhum civil armado entrou no hospital, além de afirmar que todos os protocolos de segurança foram seguidos.

“Assim que a situação foi identificada, a equipe assistencial acionou o protocolo de emergência com Código Azul, prestando imediato atendimento à vítima. A instituição colaborou integralmente com os órgãos de segurança”, destacou o hospital.

📌 Contexto mais amplo: riscos em escoltas hospitalares

O caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de agentes durante escoltas médicas, principalmente em unidades de saúde que não têm estrutura adequada para lidar com detentos de alta periculosidade. Sindicatos da categoria já alertaram anteriormente que muitos agentes trabalham sozinhos, sem respaldo e sob risco constante, mesmo em situações que exigem mais segurança.

O Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG) classificou o episódio como uma tragédia anunciada e cobra a responsabilização dos envolvidos, além de revisão imediata dos protocolos e reforço nas equipes.


🔍 O que diz a lei?

De acordo com a legislação penal e administrativa vigente, o servidor que abandona o posto de trabalho, principalmente em funções críticas como escolta de presos, pode responder por falta grave, além de responsabilidade criminal, dependendo do desfecho da investigação.

Leia mais: Detento que matou agente com a própria arma é transferido para presídio de segurança máxima no Norte de MG; caso gerou comoção e revolta entre servidores da segurança pública

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