Um ataque incendiário a um ônibus da linha 634 assustou moradores do bairro Nova Iorque, em Vespasiano, na noite de terça-feira (4/11). Três homens encapuzados interceptaram o veículo, obrigaram o motorista a descer e atearam fogo após deixar uma carta com ameaças e denúncias contra o sistema prisional de Minas Gerais.
Segundo relato do motorista à Polícia Militar, o coletivo ainda estava parado, cerca de 15 minutos antes da saída prevista, quando os criminosos chegaram. Um deles, armado, garantiu que o ataque “não era nada contra ele” e exigiu que uma carta fosse entregue às autoridades. O grupo também advertiu frequentadores de um bar próximo para não reagirem, afirmando que “já sabiam da situação”.
Em seguida, os suspeitos usaram um galão de combustível para incendiar o ônibus e fugiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conteve as chamas antes que se espalhassem. Técnicos da Cemig estiveram no local por causa do risco de danos à rede elétrica.
📄 Carta denuncia maus-tratos e ameaça novos ataques
A carta deixada pelos autores foi recolhida por peritos da Polícia Civil. O documento é endereçado a uma juíza e ao diretor do presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, e contém uma série de denúncias sobre maus-tratos a detentos e familiares, além de reivindicações com base na Lei de Execução Penal (LEP).
O texto relata humilhações, agressões físicas, falta de atendimento médico e descaso com familiares durante dias de visita. Em um dos trechos, o grupo afirma que “visita começa às 8h e termina às 15h ou 16h, com gente passando fome e sede na fila, sendo assediada por policiais”.
O documento também traz ameaças diretas: os autores afirmam que o ataque seria apenas “o início” e prometem “queimar BH inteiro” se as supostas irregularidades não forem investigadas. A carta é assinada com a sigla “BDM”, possivelmente uma referência ao “Bonde do Maluco”, facção criminosa com origem na Bahia e presença em presídios mineiros.
🚨 Investigação em andamento
Testemunhas disseram que os autores chegaram em uma motocicleta e a pé, todos encapuzados, e fugiram logo após o incêndio. Ninguém ficou ferido. A Polícia Civil abriu inquérito para identificar os responsáveis e apurar a autenticidade das denúncias feitas na carta.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) divulgou nota repudiando o crime e reforçando que ataques desse tipo prejudicam diretamente a população, reduzindo a frota disponível e afetando a mobilidade na Região Metropolitana.
“A destruição de veículos compromete o transporte público e traz insegurança para trabalhadores e usuários. Confiamos que as autoridades identificarão e punirão os responsáveis”, afirmou o sindicato.
🔍 Nos últimos meses, Minas Gerais registrou ações semelhantes associadas a protestos de facções dentro e fora do sistema prisional. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o presídio Antônio Dutra Ladeira já foi alvo de denúncias e investigações anteriores por superlotação e denúncias de violência interna.
A Polícia Civil ainda não confirmou se o grupo “BDM” possui ligação direta com facções atuantes no estado, mas trabalha com a hipótese de que o incêndio tenha sido um ato coordenado de represália a medidas de endurecimento disciplinar dentro das unidades prisionais da Grande BH.
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