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PF desmonta rede de extração ilegal de quartzo e investiga trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, uma operação para desarticular um esquema de extração ilegal de cristais de quartzo na região de Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A ação mobilizou 60 agentes e mira um grupo que, segundo as investigações, movimentava garimpeiros, financiadores e empresas atuantes no comércio clandestino de minerais.

As equipes cumpriram ordens judiciais em uma empresa e em residências distribuídas por sete municípios mineiros: Arcos, Corinto, Curvelo, Diamantina, Nova Serrana, São Lourenço e Teófilo Otoni.

Até o momento, foram executadas 17 medidas cautelares diversas de prisão, envolvendo 14 investigados e três empresas. Entre as determinações impostas pela 1ª Vara Federal de Divinópolis estão:

  • proibição de contato entre os suspeitos;
  • restrição de acesso a áreas de garimpo;
  • suspensão de atividades econômicas relacionadas ao comércio de minerais.

Financiadores e exploração de trabalhadores estão na mira

A PF aponta que um grande número de garimpeiros atuava de forma totalmente irregular em Arcos, extraindo cristais de quartzo para abastecer o comércio clandestino. A investigação atual busca identificar os principais financiadores do esquema — responsáveis por comprar o material, transportar cargas e alojar trabalhadores em condições precárias.

De acordo com os investigadores, há indícios de que parte desses garimpeiros trabalhava em condições análogas à escravidão, submetidos a controle armado e restrição de liberdade para garantir a continuidade da atividade criminosa. A apuração também indica que proprietários rurais teriam alugado terrenos para permitir a exploração ilegal.

Diligências continuam

As equipes da PF seguem na região para localizar outros envolvidos e aprofundar a investigação sobre toda a cadeia criminosa, desde a extração até a comercialização dos cristais de quartzo.

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