A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quinta-feira (11), que Welbert de Souza Fagundes será julgado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato do sargento Roger Dias, morto em janeiro de 2024 durante uma perseguição policial no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte de Belo Horizonte. A decisão é assinada pelo juiz Roberto Oliveira Araujo Silva, do 2º Tribunal do Júri Sumariante da capital.
Welbert, que estava em saída temporária de uma unidade prisional no dia do crime, foi pronunciado por homicídio qualificado, com agravantes como:
- uso de recurso que dificultou a defesa da vítima;
- tentativa de assegurar a impunidade de outro crime;
- crime contra agente de segurança pública no exercício da função.
O réu também irá a júri por tentativa de homicídio contra o policial militar Raphael Henrique Ferreira Lopes, além de porte ilegal de arma de fogo. A data do julgamento ainda não foi definida.
Como o crime aconteceu
O caso teve grande repercussão no estado. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os policiais receberam denúncia de que dois homens armados circulavam pela região em um Fiat Uno prata roubado. O veículo era dirigido por Geovanni Faria de Carvalho, enquanto Welbert seguia no banco do carona.
Ao receber ordem de parada, Geovanni fugiu em alta velocidade, atropelou um motociclista — que sobreviveu — e só parou após colidir contra um poste. Em seguida, ambos fugiram a pé.
Durante as buscas, o sargento Roger Dias localizou Welbert e determinou que ele se rendesse. O suspeito, entretanto, sacou uma arma e atirou na cabeça do militar. Mesmo após ver o policial caído, ele efetuou um segundo disparo. Outro policial tentou intervir, mas também foi alvo de tiros — que não o atingiram — e reagiu, baleando Welbert, que foi preso na cena do crime.
Roger Dias foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O assassinato gerou forte comoção e mobilizou entidades da segurança pública mineira.
Comparsa já foi condenado
Em agosto de 2025, o comparsa Geovanni Faria de Carvalho foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes relacionados à perseguição e ao atropelamento.
Impacto na segurança pública
O caso acendeu debate sobre a política de saídas temporárias no sistema prisional, já que Welbert estava em “saidinha” no momento em que participou da fuga e do homicídio. Em 2024, episódios semelhantes motivaram discussões no Congresso e no governo federal sobre revisão das regras para concessão do benefício.
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