A morte da manicure Cinthya Micaelli Soares Rolliz, de 26 anos, assassinada com seis tiros no rosto pelo ex-namorado, transformou planos de celebração em luto para a família. O crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (31), no bairro Jardim América, Região Oeste de Belo Horizonte, e foi presenciado pela filha da vítima, de apenas cinco anos.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, a mãe da jovem, Ângela Fernandes Soares, de 48 anos, contou que a família tinha uma viagem marcada para comemorar o aniversário de Cinthya, que completaria 27 anos no próximo dia 9 de janeiro.
“Era para ser um dia de festa, de comemoração. Já vamos começar o ano desse jeito. A gente tinha planos, a viagem estava paga”, lamentou.
Crime ocorreu dentro da residência
Segundo o relato da mãe, o autor do crime, Alex de Oliveira Souza, de 28 anos, pulou o muro da casa, entrou pela janela do quarto e atirou à queima-roupa contra a vítima enquanto ela dormia. A criança estava ao lado da mãe no momento do ataque e não ficou ferida, mas entrou em estado de choque após presenciar o assassinato.
“A filha dela estava do lado dela. É muita crueldade. A menina só repetia: ‘o papai matou a mamãe’”, contou Ângela.
Medida protetiva e histórico de ameaças
Cinthya estava separada do agressor havia cerca de três meses e possuía medida protetiva de urgência, que proibia qualquer tipo de contato. Mesmo assim, segundo a família, o homem não aceitava o fim do relacionamento e fazia ameaças constantes, inclusive à própria mãe da vítima.
“Ele já tinha falado que ia encher a cara dela de tiro. Ela não atendia mais as ligações, não podia ter contato, mas ele não aceitava”, afirmou.
Ainda de acordo com os familiares, o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, comportamento agressivo e perseguições. Mesmo após a separação, o suspeito rondava a casa e o local de trabalho da vítima.
Falhas na proteção
A família afirma que boletins de ocorrência foram registrados e que a polícia foi acionada em outras ocasiões, mas nenhuma medida efetiva conseguiu impedir o crime. A mãe também relatou que o suspeito possui passagens pela polícia por crimes como homicídio, roubo e tráfico de drogas.
Após o assassinato, o homem teria circulado pela região antes de fugir. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido preso.
A Polícia Civil de Minas Gerais foi acionada e informou que investiga o caso. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
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