A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações da Operação Caniço com o indiciamento de 35 pessoas suspeitas de integrar organizações criminosas com atuação no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Como resultado da apuração, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 16 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.
Segundo a PCMG, 19 suspeitos tiveram prisões preventivas decretadas, sendo que 14 já foram detidos desde a deflagração da operação, em novembro de 2025. Durante as ações, também foram apreendidos uma carabina calibre .40, cinco veículos, uma lancha, cerca de R$ 19,9 mil em dinheiro e três imóveis.
Investigações e atuação criminosa
Os trabalhos foram conduzidos pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e tiveram início em agosto de 2024, após denúncias feitas por moradores e a circulação de imagens em redes sociais que mostravam indivíduos armados durante um evento na região.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram a existência de grupos criminosos estruturados, com hierarquia definida, divisão de tarefas e domínio territorial. As organizações atuavam principalmente no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, além de impor regras à população local por meio de ameaças, intimidações e violência, incluindo a imposição de toques de recolher.
Esquema financeiro e lavagem de dinheiro
No decorrer da apuração, os investigadores identificaram uma sofisticada estrutura de ocultação de recursos ilícitos. Entre os métodos utilizados estavam rifas virtuais, empresas de fachada, uso de pessoas físicas e jurídicas como “laranjas”, além da fragmentação e pulverização de valores em diversas transações bancárias.
Ao todo, foram identificadas 29 contas bancárias usadas no esquema, nas quais a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 16 milhões.
Indiciamentos
Com a conclusão do inquérito, os 35 investigados foram indiciados por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e lavagem de capitais. O material foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que agora avaliam as medidas legais cabíveis.
A Polícia Civil destaca que a Operação Caniço representa mais um passo no enfrentamento ao crime organizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e reforça a importância das denúncias da população para o avanço das investigações.
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