A Polícia Federal investiga um conjunto de operações financeiras internacionais realizadas pelo Banco Master — à época denominado Banco Máxima — que somam US$ 531 milhões entre dezembro de 2018 e abril de 2021, o equivalente a cerca de R$ 2,8 bilhões na cotação atual. Os valores teriam sido enviados à empresa One World Services (OWS), alvo de apurações por suspeita de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC e para o grupo terrorista Hezbollah.
As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo e constam em inquéritos conduzidos pela PF, que analisam a origem, o destino e a legalidade das transações. Segundo os investigadores, os envios ao exterior foram formalmente declarados como aportes de capital em uma offshore ligada à OWS, com sede em Miami, nos Estados Unidos.
Suspeita de uso para compra de criptomoedas
De acordo com a Polícia Federal, parte relevante das remessas teria sido utilizada para a aquisição de bitcoins, destinados a pessoas já condenadas por crimes financeiros, sem a apresentação de toda a documentação exigida pelas normas do Banco Central vigentes à época.
A apuração aponta que, embora tenham sido realizadas mais de 300 operações de câmbio, os documentos apresentados para justificar os valores foram considerados insuficientes. Em vários casos, a comprovação se limitou a atas societárias, algumas delas supostamente produzidas no mesmo dia e com intervalos de poucos minutos, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade e regularidade dos registros.
Questionamentos sobre tributação e IOF
Outro aspecto sob análise é a classificação das operações financeiras. Segundo a PF, o enquadramento adotado permitiu a aplicação de uma alíquota menor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), reduzindo a carga tributária em comparação àquela exigida para operações de compra de ativos no exterior.
Essa diferença chamou a atenção dos órgãos de controle e levou o Banco Central a abrir um procedimento administrativo próprio, após receber os relatórios produzidos pela Polícia Federal. O BC avalia se houve descumprimento das normas cambiais e de prevenção à lavagem de dinheiro.
Apurações seguem em andamento
A One World Services (OWS) já aparece em outras investigações relacionadas a esquemas internacionais de ocultação e dissimulação de recursos ilícitos. A PF trabalha agora para identificar eventuais responsabilidades criminais, a extensão do envolvimento de instituições financeiras e se houve falhas nos mecanismos de compliance e controle interno.
O Banco Master ainda não teve condenação relacionada ao caso, e as investigações seguem em curso. As autoridades destacam que a apuração busca esclarecer os fatos, garantir a transparência do sistema financeiro e coibir o uso de instituições bancárias para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas ou terroristas.
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